quinta-feira, 5 de julho de 2012
Nascemos de novo. João 3. 1-17.
Jesus continua sua caminhada aqui na terra, e no Evangelho deste Domingo, nos é relatado que nosso Senhor recebe uma visita que nos chama muito a atenção, Nicodemos, um homem muito importante entre os fariseus.
Nicodemos conhecia Jesus e tudo o que fizera. Queria conversar com este que se denomina o Filho de Deus, mas, o procura de uma forma diferente da habitual que as pessoas usavam ao ir a Jesus.
Nicodemos vai visitar Jesus à noite, mas, por quê? Talvez por causa do medo de ser repreendido por seus irmãos de fé? Talvez por medo do povo e do governo, podemos até fazer uma ligação da noite com a escuridão em que vivam os fariseus devido a não crerem em Jesus como Salvador. Porém, Nicodemos buscava algo. Ele queria uma explicação para suas dúvidas.
Não sabemos ao certo do porque este fariseu foi até Jesus à noite, mas, notamos que Jesus já tinha oposição da maioria dos fariseus, e Nicodemos sabia bem o que era ir contra a lei e os costumes.
Nicodemos saúda Jesus com o título Rabi, um sinal de respeito e que valia muito nesta época, tinha muito mais peso dito por um fariseu do que por qualquer discípulo de Jesus. Jesus era considerado como Mestre, mas, diante de Nicodemos isso era mais complexo ainda.
Um Mestre que não passou pelas escolas dos rabinos, um Mestre que a princípio não teve instrução, mas, que sentava com os Rabinos nos templos e os ensinava, como pode ser isso? Um Mestre que veio de Nazaré, uma cidadezinha sem importância.
Jesus era aclamado de Mestre pelo povo simples, os pobres, prostitutas, leprosos e excluídos. Como pode um Mestre que vem da parte de Deus agir desta forma. Nicodemos tinha aprendido que os pobres, prostitutas, leprosos e excluídos estavam nesta condição devido ao seu pecado, era um castigo que mereciam e por isso não podiam receber qualquer forma de compaixão.
E esse Mestre Jesus vai até estes pecadores, tocando-os, curando-os, perdoando e ainda os amando, isso não é possível diante de tudo que um verdadeiro Mestre aprende na escola farisaica. Nicodemos age dentro da lei, procura não errar nunca, pune o pecador com o castigo, e Jesus age contrário, e ainda diz que vem da parte de Deus, fazendo milagres em nome deste Deus.
Nicodemos aprendeu sobre um Deus que pune o pecador severamente, um Deus que não deixa passar sequer um pecado, e Jesus mostra um Deus amoroso que ama o pecador, um Deus que se apresenta agora diante dele em Cristo, Nicodemos fica mais atordoado diante de tais fatos. Este fariseu podia ter uma compreensão errada dos sinais e milagres feitos por Jesus, mas, reconhecia que estes milagres só poderiam ser feitos por alguém que estava acompanhado de Deus em todos os momentos.
Jesus é direto em suas palavras. Diz ao fariseu que este precisa nascer de novo, para ver o reino de Deus. Analisemos algumas palavras de Jesus: nascer de novo: Jesus aqui já nos dá uma dica deste nascimento, e no que diz respeito ao ato de nascer, somos totalmente passivos, quando chega a hora simplesmente viemos ao mundo e vemos a luz pela primeira vez.
É interessante este nascer de novo, se lembrarmos da escuridão dita no inicio do Evangelho, aqui Jesus começa com a instrução Nicodemos, assim como quando uma criança vem ao mundo se inicia uma nova vida, este nascer de novo (do alto) inicia uma nova vida a partir da família cristã, que faz com que este novo ser veja e faça parte do reino de Deus, já aqui e agora, isso é graça de Deus.
Jesus nos mostra que o receber este reino não é nada fácil, implica em deixar uma vida regrada por um aparente cumprimento da lei que não salva, mas condena, e começar do zero (Nicodemos suas obras e seus costumes).
É deixar para trás todo aquele apego a costumes e leis, é tirar totalmente nossa participação na salvação, e viver uma vida guiada pelo amor de Deus por todos os pecadores.
Confiar na salvação que Cristo conquista por todos os pecadores que não merecem este amor. É aceitar um salvador que morre na cruz humildemente, pagando por nós totalmente, e isso é difícil para Nicodemos e para muitas pessoas hoje ainda.
Nós simplesmente somos passivos em nosso novo nascimento, não cooperamos em nada, Deus vem até nós por amor assim como nós somos, fracos, falhos e muitas vezes incrédulos. Nicodemos se assusta com as palavras de Jesus, nada de anormal diante das palavras fortes. Como pode isso? Um velho nascer de novo, é impossível falando da visão humana.
Jesus vendo que a mensagem não foi compreendida, muda à maneira de se fazer entender por amor a aquele fariseu que queria ouvir o mestre. Jesus trata agora do que Nicodemos conhecia muito bem: a Escritura.
Quando Jesus diz a Nicodemos que ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito, pois quem nasce de pais humanos é um ser de natureza humana; e quem nasce do Espírito é um ser de natureza espiritual.
Jesus queria fazer Nicodemos se lembrar do AT, para que ele recordasse que Deus havia prometido fazer exatamente isso ao povo de Israel: “Borrifarei água limpa sobre vocês e os purificarei de todos os seus ídolos e de todas as coisas nojentas que vocês têm feito. Eu lhes darei um coração novo e porei em vocês um espírito novo. Tirarei de vocês o coração de pedra, desobediente e lhes darei um coração bondoso, obediente. Porei o meu Espírito dentro de vocês. (Ezequiel 36. 25-27 NTLH).
Este Espírito é o Espírito do próprio Deus, que agora estava sendo apresentado novamente a Nicodemos em carne e osso, fazendo com que Nicodemos tivesse uma mudança de pensamento e visse Deus por meio de Cristo. Jesus insistia que houvesse esse nascer de novo, pois, somente assim pela união de fé com Cristo, participa da sua morte e sepultamento, e ressuscita com Ele para uma nova vida.
Conforme as palavras de Jesus: nós nascemos de pais humanos e temos cidadania terrena, mas, que agora é preciso nascer de novo (do alto) mudar de pensamento deixar de lado nossa capacidade ou sabedoria, se apegar a Deus e a seu amor em Cristo, e não a obras e a lei que condena a todos nós.
Só é possível crer neste nascer de novo, e se apegar ao amor de Deus por meio do Espírito Santo, que nos torna cidadãos celestes, fazendo parte da família da fé, nos tornando propriedade do Pai e amados novamente por Ele.
Quando Jesus fala a Nicodemos sobre o vento que sopra onde quer, Ele nos mostra que o Espírito Santo não é guiado por homens e muito menos por seus interesses, logo a atuação do Espírito no coração humano não pode ser vista, mas, seus efeitos são bem evidentes, a prova era a vida que os fariseus levavam, algo que não era condizente com o novo nascimento, que enxerga um Deus amoroso, que perdoa sempre, e a todos!
Nicodemos fica mais atordoado com estas palavras. Jesus até o repreende: O senhor é professor do povo de Israel e não entende isso? Talvez era de se esperar que Nicodemos pelo seu conhecimento entendesse tais palavras, mas, não aconteceu isso.
Infelizmente Nicodemos não enxergava que ao Jesus ir de encontro aos excluídos, mostrava sua missão aqui na terra, de amar e salvar a todos. Enfatizando principalmente para os fariseus, que para terem a participação no reino de Deus e a vida no mundo vindouro só podiam obtê-las passando pelo novo nascimento.
Assim como os pecadores por causa dos seus pecados estavam sob o juízo e condenação de Deus, assim também Nicodemos e seus colegas estavam sob o mesmo juízo de Deus. Porque todos são igualmente pecadores.
A religião de Nicodemos não queria reconhecer que é Deus que nos protege do pecado e de pecar. Portanto todos estão mortos indistintamente, todos precisam nascer de novo conforme as palavras do próprio Cristo. E o que dá a vida é o toque de Jesus a palavra e perdão.
Portanto cabe aos que não pecam acolher os pecadores em gratidão a Deus, pela justiça e dignidade que Ele concede. Todas as vezes que viemos ao culto morremos quando confessamos nossos pecados, e nascemos de novo quando ganhamos o perdão de todos os nossos pecados.
Jesus pregava tudo isso assim como seus seguidores, e muitos não criam nestas palavras principalmente os fariseus, Jesus é a palavra viva, mas, nem vendo criam Nele, “Se não creem em coisas terrenas, imaginem em coisas celestiais!”.
Jesus quando fala de coisas terrenas Ele se refere ao Batismo, onde temos o meio visível à água e a palavra que contém o Espírito, ou ainda a ceia onde temos o pão e o vinho elementos visíveis, que consagrados são corpo e sangue que juntamente com a palavra, fortalecem a fé e perdoam pecados.
Já as coisas celestes, faladas pelo Senhor não encontramos aqui, Jesus precisou vir até nós e se tornam um de nós, e revelá-las na sua morte e ressurreição, somos dependentes desta revelação.
A graça vem do alto a cada ceia, a cada batismo e a cada culto onde Deus perdoa nossos pecados. É a junção do terreno com o celeste para servir a nós pecadores, e nos mostrar como agir aqui e agora diante de nosso próximo. Nicodemos agora é confrontado com algo que ele conhece, a passagem dos israelitas no deserto que foram atacados por “serpentes abrasadoras” onde muitos que foram picados morreram. (Nm 21.8)
Moisés ao colocar a serpente na haste, nos traz a memória à figura de Cristo que foi levantado na cruz, que era tanto visão de espanto (visão do mundo e dos fariseus, por exemplo) como de glória e salvação (nos que creem no perdão e salvação dados ali). A serpente em si não curava e nem dava vida, mas, sim o olhar que se apega em fé a graça de Deus.
Vemos claramente aqui a presença de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espirito Santo em todo esse processo do nascer de novo. Temos o fechamento do Evangelho e a explanação de Jesus a Nicodemos no vs. 17: “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas, tenha a vida eterna.”
Vejam que o melhor que Deus tinha para dar Ele nos deu. Ele não mostrou somente Cristo para nós, e disse (olhem para Ele na cruz) creiam nele como salvador e vocês serão salvos, Ele foi mandado ao mundo como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, para morrer e sofrer em nosso lugar, para que morrêssemos com Ele e nascêssemos de novo para a vida eterna.
Alegrem-se irmãos e irmãs, pois, podemos ver esse Deus amoroso como muitas pessoas não o podem ver, conhecemos a transformação que o batismo causou em nossas vidas, vemos e vivemos em parte o reino de Deus aqui e agora, pois, o Espírito de Deus habita em nós, ceamos com os irmãos da fé que também vivem em novidade de vida, fortalecendo nossa fé e recebendo o perdão de nossos pecados a cada final de semana.
Vivam plenamente essa nova vida que Deus lhes deu, em amor a todos que os rodeiam, pois, ela se completará quando estivermos face a face com nosso Senhor e Salvador no reino celeste. Assim cremos, pregamos e vivemos até a segunda vinda de Cristo. Amém.
Motivados pelo amor a semear. Marcos 4. 26-34.
Jesus continua ensinando o povo e seus discípulos sobre o Reino de Deus e seus mistérios, que são revelados no próprio Cristo que esta diante deles, se mostrando através de sua vida, ensino e obra redentora.Jesus mais uma vez se utiliza da imagem da semente e da agricultura, justamente para encorajar aqueles que o seguiam, a continuar semeando a palavra libertadora, lembrando que nem sempre o resultado do nosso semear é visível.
O evangelho inicia falando do semeador: “Jesus disse: — O Reino de Deus é como um homem que joga a semente na terra”. Não temos a continuação do Evangelho nos explicando a analise do solo, mas, sim no que acontece quando o semeador está de folga.
Depois de semear, o homem dorme e não se preocupa com a semente plantada. Ele sabe que a terra produz o grão “por si mesma”. Exemplificando, ele deixa isso para Deus, que opera por meios desconhecidos pelo semeador. O semeador sabe que a colheita demorará, mas, com certeza virá.
Podemos perceber que nessa parábola nos é trazida a realidade do dia derradeiro, quando Cristo voltará para a colheita. O reino está presente tanto na semente quanto na colheita. Agora é um embrião (ele está presente na pessoa de Cristo e seu ministério), depois será a espiga cheia; é oculto agora, mas será plenamente manifestado para que todos os olhos o vejam, no dia do juízo final onde haverá a grande colheita de bons e maus.
Parece que Jesus quer encorajar tanto os que o rodeavam como a nós hoje também. Infelizmente às vezes desanimamos diante de tantos problemas e não temos a “paciência do agricultor” dita por Cristo.
Jesus deseja que continuemos semeando sua palavra, orando pelos que amamos e confiantes que a colheita virá. Pois, o próprio Cristo nos garante que faremos parte dos colhidos aos céus.
Olhando agora para a segunda parábola, temos que ter em mente primeiro o contexto em que estas duas parábolas foram contadas, o povo de Deus estava sob o domínio do império romano, e aguardavam ansiosamente que se cumprissem as profecias e que o salvador os libertasse do cativeiro romano.
Só que esperavam um salvador um pouco diferente de Cristo, alguém que tomasse mão de armas e trouxesse um Reino de poder e fartura, diferente da vida sofrida que os filhos de Deus levavam.
Eis que o Salvador vem, como que uma semente de mostarda pequena e quase invisível nascendo humildemente em uma estrebaria em meio a animais, filho de um carpinteiro e de uma moça simples, mas que mostrava seu poder falando com autoridade aos rabinos nos templos.
Este mesmo salvador começa a buscar discípulos, chama pescadores que não tinham uma fama muito boa, publicanos cobradores de impostos, pessoas que não eram bem vistas pelo povo, esse Jesus os queria como semeadores do Reino.
Eles o seguem, sem saber bem ao certo o que seria este pescar homens que o Senhor fala e iniciam seu discipulado junto de Cristo, semeando a palavra a todos os que os rodeavam.
Se olharmos para como o povo vivia, era de se esperar que eles quisessem que os romanos fossem vencidos por um grande rei e salvador, mas, que age contrário à lógica humana, na humildade que Jesus mostrava quem Ele era realmente.
Difícil acreditar que um salvador que queria servir, ao contrário de ser servido pudesse libertar o povo, afinal que tipo de Rei é este? Jesus está nos lembrando a não nos deixarmos levar pelas aparências, Deus age na contramão da lógica humana, morte trás vida, os servos serão servidos, os que choram sorrirão nos céus.
O reino dos homens é cheio de pompa e luxo, de força e poder, o reino de Deus de amor e respeito ao próximo, do servir sempre e não o ser servido.
Fazer parte deste Reino é agir diferente do mundo, pois, como cantamos no hino do hinário luterano: “Estamos no mundo, mas, dele não somos, aqui nós vivemos distantes do lar. A nossa morada de paz se reveste, a pátria celeste é o nosso lugar...”.
Este reino continua sendo insignificante diante de alguns, que ridicularizam e zombam dos cristãos e de Jesus Cristo, mas, temos que continuar firmes a semear, pois, onde a palavra é lançada o Espirito Santo a faz germinar nos corações, assim como o sol e a chuva fazem a semente apodrecer, e romper a casca e o solo que a envolve trazendo vida a uma nova planta.
Assim a palavra de Cristo mostra que a visão total do Reino de Deus se aproxima, e atinge novos corações a cada novo dia onde sua palavra é pregada e os sacramentos administrados entre os crentes.
O grão de mostarda nos relembra, que o Reino de Deus não pode ser medido ou pesado por nossas medidas, e muito menos afirmado e controlado por nós seres humanos falhos.
Os cristianismo é objeto constante de estudo, pesquisas tentam desacreditar a bíblia e a vida e obra de Cristo pela humanidade, sem dizer da criação do mundo e tantas outras barbaridades que vão contra as sagradas escrituras, distorcendo o que nos é mostrado por Deus na sua palavra.
Mas o reino está ai firme, nos mantemos na fé, única e exclusivamente pela graça divina, e muitos ainda são acrescentados à família cristã, trazidos pelo Espírito Santo a confiar no Deus que confiamos.
Posso estar falando agora a um irmão ou irmã, que enfrenta uma dificuldade que parece impossível de ser vencida, um problema que parece estar fora até da solução Divina.
Mas, assim como Cristo suportou tudo em nosso lugar, foi crucificado, morreu, mas ressuscitou no terceiro dia, mostrando a todo o mundo que Ele é o Filho de Deus, e que veio para dar sentido completo a esse Reino. Você não está sozinho na sua luta, podemos estar à sombra da cruz sim, devido ao nosso pecado e com nossos problemas e dificuldades, mas Cristo está junto de nós nos conduzindo com sua mão amorosa, a cada tombo que levamos nos levantando.
Cristo veio para nos mostrar que assim como a semente de mostarda insignificante, pequenina, cresce e se torna a maior das hortaliças, chegando a ceder seus galhos como sombra e abrigo para todos os pássaros e animais. Deus Pai em Cristo e em seu sacrifício em nosso lugar nos ampara sobre seus braços, não nos deixando perecer sozinhos em nossas aflições e pecados.
Se você se acha insignificante e esquecido por todos ou as pessoas o fazem pensar assim, lembre-se que Cristo mesmo sendo humilde e morrendo na cruz para servir a um mundo que não merecia, nos mostrou que esse amor é endereçado a todos nós pecadores, que fazemos parte deste reino aqui e na eternidade.
Todos estamos debaixo desta frondosa árvore que é Deus Pai, sendo confortados, protegidos, curados e amados, aguardando a consumação da colheita que se aproxima, para vivermos em plena alegria com nossos amados que já partiram, todos fazemos parte deste reino, quem nos garante é o próprio Senhor. Amém.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Do uso das duas espécies no Sacramento XXII CA
Na ceia do Senhor dão-se aos leigos as duas espécies do sacramento, porque este uso tem mandamento do Senhor. Mt 26: “Bebei dele todos”. Aqui, Cristo, manifestamente, preceituou, a respeito do cálice, que todos bebam.
E, para evitar que alguém pudesse questionar e distorcer essas palavras, dizendo que isso se refere somente aos sacerdotes. Paulo, em Coríntios, cita um exemplo do qual se torna evidente que a igreja toda fez uso de ambas as espécies.
E, por longo tempo, continuou esse uso na igreja, não se sabendo, quando ou por quem foi aprovado. Os próprios bispos da Igreja Católica afirmavam que se dava as duas espécies na ceia, Cipriano e são Jerônimo.
O próprio Papa Gelásio ordena que não se divida o sacramento. O que nos dizem as palavras do próprio Cristo sobre a Ceia?
Mateus 26. 26-28
O que dizer então sobre a retenção de uma das espécies da santa ceia?
1 Coríntios 11. 24-28.
Primeiro se diz quanto ao corpo: “Fazei isto”.
Depois se repete as mesmas palavras com respeito ao cálice.
Vs. 28: use-as juntamente. Arrogância humana e distorção da palavra de Deus: 1 Samuel 2. 30-36.
Distorção da palavra por parte dos homens, para dizer que se deve dar somente uma espécie. Afirmam que os leigos devem se contentar com uma parte ou espécie da santa ceia. Distorcem a passagem de 1 Samuel (castigo aos filhos de Eli), como se por castigo os leigos não pudessem receber ambas espécies da ceia do Senhor.
Por acaso a ceia não foi instituída para consolar e erguer os corações aterrorizados, quando crêem que a carne juntamente com o sangue de Cristo, Dada para a vida do mundo é alimento, quando crêem que eles, unidos a Cristo, são tornados vivos novamente.
A igreja detentora da lei perseguia violentamente os que fossem contrários a uma espécie somente aos leigos. Porém, se esquece da lei divina, Ezequiel 7. 26-27.
O homem não tem poder contra a vontade de Deus.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Artigo XXI Do culto aos santos (Confissões)
Do culto aos santos ensinam que se pode lembrar a memória dos santos a fim de lhes imitarmos a fé e as boas obras de acordo com a vocação, Assim como o Imperador pode imitar o exemplo de Davi em fazer guerra, para impedir que os turcos invadam a pátria. Pois um e outro são reis.
A Escritura, porém, não ensina que invoquemos os santos ou peçamos auxílio deles, porque nos propõe um só, Cristo, como mediador, propiciador, sumo sacerdote e intercessor. É a Ele que se deve invocar, e Ele prometeu que haveria de ouvir nossas preces. E esse culto, aprova-se muitíssimo, a saber, que seja invocado em todas as
aflições. Em 1 João 2. 1-2 diz o seguinte: “Porém, se alguém pecar, temos Jesus Cristo, que faz o que é correto; ele nos defende diante do Pai. É por meio do próprio Jesus Cristo que os nossos pecados são perdoados...”
Nossa Confissão aprova Honras para os santos.
Ação de Graças: exemplos de misericórdia, cada um com seu dom serve a Deus em favor dos homens.
Confirmação de nossa fé: perdão concedido a Pedro por negar a Cristo (Rm 5. 20) graça cobre todo e qualquer pecado.
Imitar na fé e nas virtudes, cada um com sua vocação. Não estamos transferindo a honra de Cristo aos santos! Só os temos como exemplos de fé e virtudes. Não são “mediadores de redenção”
Como deve ser o propiciador de nossos pecados?
Deus ouve os que invocam por meio desse propiciador?
João 16.23 (Cristo) Não há promessa semelhante aos santos.
Há mandamento para invocar os santos? Mateus 11. 28
Há esperança da vida eterna nos santos? 2 Tessalonicenses 2.16-17.
Os méritos dos santos pagam por nossos pecados? Romanos 9. 33. Livro de Concórdia pg 247.
Nossa confiança e certeza da salvação devem ser postas unicamente em Cristo, porque Deus Pai nos prometeu um intercessor que iria pagar por nossos pecados, e que nos torna justos diante de Deus Pai.
João 14:6 Jesus respondeu: —Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim.
A Escritura, porém, não ensina que invoquemos os santos ou peçamos auxílio deles, porque nos propõe um só, Cristo, como mediador, propiciador, sumo sacerdote e intercessor. É a Ele que se deve invocar, e Ele prometeu que haveria de ouvir nossas preces. E esse culto, aprova-se muitíssimo, a saber, que seja invocado em todas as
aflições. Em 1 João 2. 1-2 diz o seguinte: “Porém, se alguém pecar, temos Jesus Cristo, que faz o que é correto; ele nos defende diante do Pai. É por meio do próprio Jesus Cristo que os nossos pecados são perdoados...”
Nossa Confissão aprova Honras para os santos.
Ação de Graças: exemplos de misericórdia, cada um com seu dom serve a Deus em favor dos homens.
Confirmação de nossa fé: perdão concedido a Pedro por negar a Cristo (Rm 5. 20) graça cobre todo e qualquer pecado.
Imitar na fé e nas virtudes, cada um com sua vocação. Não estamos transferindo a honra de Cristo aos santos! Só os temos como exemplos de fé e virtudes. Não são “mediadores de redenção”
Como deve ser o propiciador de nossos pecados?
Deus ouve os que invocam por meio desse propiciador?
João 16.23 (Cristo) Não há promessa semelhante aos santos.
Há mandamento para invocar os santos? Mateus 11. 28
Há esperança da vida eterna nos santos? 2 Tessalonicenses 2.16-17.
Os méritos dos santos pagam por nossos pecados? Romanos 9. 33. Livro de Concórdia pg 247.
Nossa confiança e certeza da salvação devem ser postas unicamente em Cristo, porque Deus Pai nos prometeu um intercessor que iria pagar por nossos pecados, e que nos torna justos diante de Deus Pai.
João 14:6 Jesus respondeu: —Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
O amor é o mais importante.
Evangelho de Mateus 22. 34-46
Jesus continua sua caminhada e sua obra aqui na terra, e o descontentamento ainda aflora entre os que não conseguiam entender e aceitar a sua mensagem.
Após várias investidas dos acusadores de Jesus, novamente os fariseus voltam a experimentar a teologia de Jesus e sua paciência, enviam um conhecedor da lei que logo lança sua pergunta: “Mestre, qual é o mais importante de todos os mandamentos da Lei? A dúvida que estava entre os fariseus era em qual dos 613 mandamentos propostos pelos “rabinos” era o maior?
Jesus responde: “Ouve Israel! O maior mandamento da Lei é o que vem em primeiro lugar na Lei, e se acha em Deuteronômio 6. 5 (Vamos ler, está na pg. 125).
Vamos analisar algumas palavras deste importante versículo: coração: representa as nossas afeições e afetos mais íntimos lá que habita a nossa fé, Alma: é o princípio vital, a sede e fonte da personalidade e da vontade de Deus em nossas vidas. Mente (conhecimento): razão, intelecto, podemos compreender ou explicar tudo o que vêm e que é de Deus? Não! Mas o espírito Santo através da fé nos faz aceitar o amor de Deus dado a nós diariamente.
O que vemos com tudo isso? Este mandamento estabelece que Deus deve ser amado sem reservas e com toda as forças que temos: coração, alma e entendimento. É possível amar a Deus assim? Pela nossa capacidade humana não, mas, aqui mais uma vez a graça de Deus entra em cena o que confessamos no terceiro artigo do Credo Apostólico?
Creio que por minha própria razão ou força não posso crer em Jesus Cristo, meu Senhor, nem vir a Ele. Mas o Espírito Santo me chamou pelo evangelho, iluminou com seus dons, santificou e conservou na verdadeira fé...
Esta capacidade de amar a Deus com todo o nosso ser, não parte de nós, é dom, presente dado por Deus no dia do nosso batismo, onde o Espírito Santo de Deus é implantado em nós, nos tornando de criaturas afastadas de Deus, a seus filhos amados e perdoados por Deus através de Cristo na cruz.
Cristo continua a nos falar do amor verdadeiro, a primeira parte do Evangelho que fala dos mandamentos ou a 1ª tábua dos deveres trata do nosso amor a Deus, a segunda parte do Evangelho ou a 2ª tábua trata do nosso amor ao próximo, temos que ter em mente que as duas são ligadas fazem parte de toda a lei de Deus dada a Moisés descrito em Dt 6.
Quando uma pessoa está unida em amor a Deus, este amor vencerá e enfrentará sem medo todos os obstáculos e irá de encontro as necessidades e anseios do próximo, assim a vontade de Deus será feita em nossas vidas.
Jesus vendo a oportunidade que tinha diante de si de tocar com o Evangelho em corações endurecidos pela falsa sensação de serem cumpridores de lei e costumes humanos pergunta aos fariseus: “O que vocês pensam sobre o Messias? De quem ele é descendente? Jesus sabia qual seria a resposta dos fariseus, pois, da resposta a esta pergunta, depende a capacidade de responder corretamente a todas as outras questões que dizem respeito a salvação.
Jesus aqui dá a oportunidade aos seus perseguidores para que mudassem a sua atitude de rejeição para outra de fé na salvação que seria conquistada para eles também.
Qual o lema da nossa igreja?
A igreja comunica a vida, vida para os fariseus também.
Acolhendo e integrando, Jesus acolhe e integra os fariseus apesar de toda a maldade que existia em seus corações, O Messias queria integrar essas ovelhas desgarradas ao rebanho celestial.
O Bom Pastor dá a vida pelas ovelhas, o que Jesus fez no alto da cruz, por acaso não foi pelos fariseus também?
Os fariseus tinham um conceito errado sobre o Messias, imaginavam que o Salvador seria um guerreiro que lançaria mão de espada e armas de guerra, que teria um infinito exercito poderoso e que entraria em Jerusalém montado em um cavalo branco com sua armadura resplandecente.
E aqui Jesus os faz pensar quando cita o Salmo 110.1: que se o próprio Davi, num inspirado pronunciamento fala do Messias como Senhor, então o Messias tem de ser mais que descendente físico de Davi.
Em outras palavras, Jesus tem descendência humana, mas primeiramente Divina, pois, o Filho de Davi é o Filho de Deus. Imaginem a expressão nos rostos dos fariseus diante destas palavras, experimentaram o sentimento maravilhoso e incomodo de quem escuta a voz de Deus e, por um momento perceberam o próprio rosto de Deus neste homem que é seu Filho querido.
Por isso, se calaram e as tentativas para pegá-lo em alguma blasfêmia são deixadas de lado, entretanto, o silêncio da descrença não significa aceitação, mas, o Espírito Santo certamente começava a germinar naqueles corações duros pela lei e pela falta da graça e do amor de Cristo.
Amém.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Convite Irrecusável! Mateus 11. 28-29
Vocês gostam de ser convidados? De serem lembrados, de fazerem parte da história de alguém? Certamente todos nós gostamos de sermos convidados, isso nos faz sentir bem, e não há pecado nenhum nisso. Mas que tipo de convites recebemos diariamente? Para irmos a festas e nos divertirmos, ou convites para irmos a festas e fazer o que bem entendemos com nosso corpo e com o corpo do próximo (a). O mundo tenta os filhos (as) de Deus diariamente, fazendo “convites” que a primeira vista parecem inocentes e cheios de bondade, mas são lobos em pele de cordeiro, nos desviam do caminho do Senhor e nos fazem cair em tentação e pecar.
Convite irrecusável!
Cristo nos convida conforme as palavras do Evangelista Mateus: Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque eu sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve. (Mateus 11. 28-29 NTLH).
O que dizer deste convite? O que nós podemos dizer de um convite feito pelo próprio Cristo? Aceito, recuso? De que descanso Cristo fala? Do descanso do corpo? Da correria do dia a dia, acredito que não. E o que dizer sobre os deveres que Deus exige de nós, que deveres são esses? Eles são fáceis, e a carga que Deus coloca sobre nós quanto pesa.
Com toda certeza esse é um dos melhores convites que apareceram em toda a nossa vida aqui na terra. Cristo chama a cada um de nós pelo nome, quando vem até nós através da palavra e da santa ceia, há melhor convite que esse.
Todos os nossos pecados pagos na cruz, todo o peso que cairia sobre nossos ombros, e aqueles pregos que eram para ser nossos cravados em Cristo, Ele nos livrou da condenação eterna e pagou com seu sangue. Cristo pagou por nós na cruz e nos convida para que nos apropriemos dessa benção em todas as oportunidades que temos como hoje de ouvir a sua palavra e alimentarmos a nossa fé. Aceitemos esse convite, pois ele é único e intransferível e não tem data de validade, e garante a vida eterna.
Promessa é divida. João 7. 37-39
Quem de nós nunca prometeu algo, para nossos filhos, esposa, marido, patrão ou para os irmãos da igreja e não pode cumprir? Certamente todos nós já desapontamos pessoas por não cumprirmos com o prometido. Prometemos aos nossos filhos aquele brinquedo que ele tanto quer, e não damos por falta de dinheiro ou por esquecimento, prometemos para nossa esposa ser mais atenciosos com as roupas pelo chão e com as coisas fora do lugar, e falhamos.
Isso faz parte de nossa natureza pecadora herdada de Adão e Eva, prometemos e não cumprimos, e quando cumprimos ainda corremos o risco de acreditarmos que é por nossa própria vontade ou força, “Como sou bom”.
Jesus Cristo pelo contrário promete matar a nossa sede, mas não a sede que nosso corpo tem, mas sim a sede espiritual da palavra de Deus do consolo que encontramos nela, conforme as palavras de Deus no Evangelho de João 7. 37-38: “Naquele dia Jesus se pôs e pé e disse bem alto: Se Alguem tem sede, venha a mim e beba. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Rios de água viva vão jorrar do coração de quem crê em mim” Jesus estava falando a respeito do Espirito Santo, que aqueles que criam nele iriam receber. Essas pessoas não tinham recebido o Espírito porque Jesus ainda não havia voltado para a presença gloriosa de Deus.
Cristo nos promete um auxiliador e nós o recebemos na ascensão (subida) de Cristo aos céus. A água mata a nossa sede física, mas a palavra de Deus unida com o Espírito Santo que habita em nós, matam a nossa sede espiritual, fortalecem a nossa fé e nos mantêm vivos nesse mundo onde só nos oferecem o alimento carnal, deixando de lado a necessidade de alimentar a nossa fé.Onde podemos encontrar o alimento para a nossa fé, e refrescarmos o nosso espírito atribulado devido ao pecado? Palavra e sacramentos (casa de Deus).
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