Igreja Evangélica Luterana do Brasil

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PEL Jesus Salvador de Butiá - RS

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Do uso das duas espécies no Sacramento XXII CA



Na ceia do Senhor dão-se aos leigos as duas espécies do sacramento, porque este uso tem mandamento do Senhor. Mt 26: “Bebei dele todos”. Aqui, Cristo, manifestamente, preceituou, a respeito do cálice, que todos bebam.
E, para evitar que alguém pudesse questionar e distorcer essas palavras, dizendo que isso se refere somente aos sacerdotes. Paulo, em Coríntios, cita um exemplo do qual se torna evidente que a igreja toda fez uso de ambas as espécies.
E, por longo tempo, continuou esse uso na igreja, não se sabendo, quando ou por quem foi aprovado. Os próprios bispos da Igreja Católica afirmavam que se dava as duas espécies na ceia, Cipriano e são Jerônimo.
O próprio Papa Gelásio ordena que não se divida o sacramento. O que nos dizem as palavras do próprio Cristo sobre a Ceia?
Mateus 26. 26-28
O que dizer então sobre a retenção de uma das espécies da santa ceia?
1 Coríntios 11. 24-28.
Primeiro se diz quanto ao corpo: “Fazei isto”.
Depois se repete as mesmas palavras com respeito ao cálice.
Vs. 28: use-as juntamente. Arrogância humana e distorção da palavra de Deus: 1 Samuel 2. 30-36.
Distorção da palavra por parte dos homens, para dizer que se deve dar somente uma espécie. Afirmam que os leigos devem se contentar com uma parte ou espécie da santa ceia. Distorcem a passagem de 1 Samuel (castigo aos filhos de Eli), como se por castigo os leigos não pudessem receber ambas espécies da ceia do Senhor.
Por acaso a ceia não foi instituída para consolar e erguer os corações aterrorizados, quando crêem que a carne juntamente com o sangue de Cristo, Dada para a vida do mundo é alimento, quando crêem que eles, unidos a Cristo, são tornados vivos novamente.
A igreja detentora da lei perseguia violentamente os que fossem contrários a uma espécie somente aos leigos. Porém, se esquece da lei divina, Ezequiel 7. 26-27.
O homem não tem poder contra a vontade de Deus.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Artigo XXI Do culto aos santos (Confissões)

Do culto aos santos ensinam que se pode lembrar a memória dos santos a fim de lhes imitarmos a fé e as boas obras de acordo com a vocação, Assim como o Imperador pode imitar o exemplo de Davi em fazer guerra, para impedir que os turcos invadam a pátria. Pois um e outro são reis.
A Escritura, porém, não ensina que invoquemos os santos ou peçamos auxílio deles, porque nos propõe um só, Cristo, como mediador, propiciador, sumo sacerdote e intercessor. É a Ele que se deve invocar, e Ele prometeu que haveria de ouvir nossas preces. E esse culto, aprova-se muitíssimo, a saber, que seja invocado em todas as

aflições. Em 1 João 2. 1-2 diz o seguinte: “Porém, se alguém pecar, temos Jesus Cristo, que faz o que é correto; ele nos defende diante do Pai. É por meio do próprio Jesus Cristo que os nossos pecados são perdoados...”
Nossa Confissão aprova Honras para os santos.
Ação de Graças: exemplos de misericórdia, cada um com seu dom serve a Deus em favor dos homens.
Confirmação de nossa fé: perdão concedido a Pedro por negar a Cristo (Rm 5. 20) graça cobre todo e qualquer pecado.
Imitar na fé e nas virtudes, cada um com sua vocação. Não estamos transferindo a honra de Cristo aos santos! Só os temos como exemplos de fé e virtudes. Não são “mediadores de redenção”
Como deve ser o propiciador de nossos pecados?
Deus ouve os que invocam por meio desse propiciador?
João 16.23 (Cristo) Não há promessa semelhante aos santos.
Há mandamento para invocar os santos? Mateus 11. 28
Há esperança da vida eterna nos santos? 2 Tessalonicenses 2.16-17.
Os méritos dos santos pagam por nossos pecados? Romanos 9. 33. Livro de Concórdia pg 247.
Nossa confiança e certeza da salvação devem ser postas unicamente em Cristo, porque Deus Pai nos prometeu um intercessor que iria pagar por nossos pecados, e que nos torna justos diante de Deus Pai.
João 14:6 Jesus respondeu: —Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O amor é o mais importante.




Evangelho de Mateus 22. 34-46
Jesus continua sua caminhada e sua obra aqui na terra, e o descontentamento ainda aflora entre os que não conseguiam entender e aceitar a sua mensagem.
Após várias investidas dos acusadores de Jesus, novamente os fariseus voltam a experimentar a teologia de Jesus e sua paciência, enviam um conhecedor da lei que logo lança sua pergunta: “Mestre, qual é o mais importante de todos os mandamentos da Lei? A dúvida que estava entre os fariseus era em qual dos 613 mandamentos propostos pelos “rabinos” era o maior?
Jesus responde: “Ouve Israel! O maior mandamento da Lei é o que vem em primeiro lugar na Lei, e se acha em Deuteronômio 6. 5 (Vamos ler, está na pg. 125).
Vamos analisar algumas palavras deste importante versículo: coração: representa as nossas afeições e afetos mais íntimos lá que habita a nossa fé, Alma: é o princípio vital, a sede e fonte da personalidade e da vontade de Deus em nossas vidas. Mente (conhecimento): razão, intelecto, podemos compreender ou explicar tudo o que vêm e que é de Deus? Não! Mas o espírito Santo através da fé nos faz aceitar o amor de Deus dado a nós diariamente.
O que vemos com tudo isso? Este mandamento estabelece que Deus deve ser amado sem reservas e com toda as forças que temos: coração, alma e entendimento. É possível amar a Deus assim? Pela nossa capacidade humana não, mas, aqui mais uma vez a graça de Deus entra em cena o que confessamos no terceiro artigo do Credo Apostólico?
Creio que por minha própria razão ou força não posso crer em Jesus Cristo, meu Senhor, nem vir a Ele. Mas o Espírito Santo me chamou pelo evangelho, iluminou com seus dons, santificou e conservou na verdadeira fé...
Esta capacidade de amar a Deus com todo o nosso ser, não parte de nós, é dom, presente dado por Deus no dia do nosso batismo, onde o Espírito Santo de Deus é implantado em nós, nos tornando de criaturas afastadas de Deus, a seus filhos amados e perdoados por Deus através de Cristo na cruz.
Cristo continua a nos falar do amor verdadeiro, a primeira parte do Evangelho que fala dos mandamentos ou a 1ª tábua dos deveres trata do nosso amor a Deus, a segunda parte do Evangelho ou a 2ª tábua trata do nosso amor ao próximo, temos que ter em mente que as duas são ligadas fazem parte de toda a lei de Deus dada a Moisés descrito em Dt 6.
Quando uma pessoa está unida em amor a Deus, este amor vencerá e enfrentará sem medo todos os obstáculos e irá de encontro as necessidades e anseios do próximo, assim a vontade de Deus será feita em nossas vidas.
Jesus vendo a oportunidade que tinha diante de si de tocar com o Evangelho em corações endurecidos pela falsa sensação de serem cumpridores de lei e costumes humanos pergunta aos fariseus: “O que vocês pensam sobre o Messias? De quem ele é descendente? Jesus sabia qual seria a resposta dos fariseus, pois, da resposta a esta pergunta, depende a capacidade de responder corretamente a todas as outras questões que dizem respeito a salvação.
Jesus aqui dá a oportunidade aos seus perseguidores para que mudassem a sua atitude de rejeição para outra de fé na salvação que seria conquistada para eles também.
Qual o lema da nossa igreja?
 A igreja comunica a vida, vida para os fariseus também.
 Acolhendo e integrando, Jesus acolhe e integra os fariseus apesar de toda a maldade que existia em seus corações, O Messias queria integrar essas ovelhas desgarradas ao rebanho celestial.
 O Bom Pastor dá a vida pelas ovelhas, o que Jesus fez no alto da cruz, por acaso não foi pelos fariseus também?
Os fariseus tinham um conceito errado sobre o Messias, imaginavam que o Salvador seria um guerreiro que lançaria mão de espada e armas de guerra, que teria um infinito exercito poderoso e que entraria em Jerusalém montado em um cavalo branco com sua armadura resplandecente.
E aqui Jesus os faz pensar quando cita o Salmo 110.1: que se o próprio Davi, num inspirado pronunciamento fala do Messias como Senhor, então o Messias tem de ser mais que descendente físico de Davi.
Em outras palavras, Jesus tem descendência humana, mas primeiramente Divina, pois, o Filho de Davi é o Filho de Deus. Imaginem a expressão nos rostos dos fariseus diante destas palavras, experimentaram o sentimento maravilhoso e incomodo de quem escuta a voz de Deus e, por um momento perceberam o próprio rosto de Deus neste homem que é seu Filho querido.
Por isso, se calaram e as tentativas para pegá-lo em alguma blasfêmia são deixadas de lado, entretanto, o silêncio da descrença não significa aceitação, mas, o Espírito Santo certamente começava a germinar naqueles corações duros pela lei e pela falta da graça e do amor de Cristo.
Amém.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Convite Irrecusável! Mateus 11. 28-29



Vocês gostam de ser convidados? De serem lembrados, de fazerem parte da história de alguém? Certamente todos nós gostamos de sermos convidados, isso nos faz sentir bem, e não há pecado nenhum nisso. Mas que tipo de convites recebemos diariamente? Para irmos a festas e nos divertirmos, ou convites para irmos a festas e fazer o que bem entendemos com nosso corpo e com o corpo do próximo (a). O mundo tenta os filhos (as) de Deus diariamente, fazendo “convites” que a primeira vista parecem inocentes e cheios de bondade, mas são lobos em pele de cordeiro, nos desviam do caminho do Senhor e nos fazem cair em tentação e pecar.
Convite irrecusável!
Cristo nos convida conforme as palavras do Evangelista Mateus: Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque eu sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve. (Mateus 11. 28-29 NTLH).
O que dizer deste convite? O que nós podemos dizer de um convite feito pelo próprio Cristo? Aceito, recuso? De que descanso Cristo fala? Do descanso do corpo? Da correria do dia a dia, acredito que não. E o que dizer sobre os deveres que Deus exige de nós, que deveres são esses? Eles são fáceis, e a carga que Deus coloca sobre nós quanto pesa.
Com toda certeza esse é um dos melhores convites que apareceram em toda a nossa vida aqui na terra. Cristo chama a cada um de nós pelo nome, quando vem até nós através da palavra e da santa ceia, há melhor convite que esse.
Todos os nossos pecados pagos na cruz, todo o peso que cairia sobre nossos ombros, e aqueles pregos que eram para ser nossos cravados em Cristo, Ele nos livrou da condenação eterna e pagou com seu sangue. Cristo pagou por nós na cruz e nos convida para que nos apropriemos dessa benção em todas as oportunidades que temos como hoje de ouvir a sua palavra e alimentarmos a nossa fé. Aceitemos esse convite, pois ele é único e intransferível e não tem data de validade, e garante a vida eterna.

Promessa é divida. João 7. 37-39



Quem de nós nunca prometeu algo, para nossos filhos, esposa, marido, patrão ou para os irmãos da igreja e não pode cumprir? Certamente todos nós já desapontamos pessoas por não cumprirmos com o prometido. Prometemos aos nossos filhos aquele brinquedo que ele tanto quer, e não damos por falta de dinheiro ou por esquecimento, prometemos para nossa esposa ser mais atenciosos com as roupas pelo chão e com as coisas fora do lugar, e falhamos.
Isso faz parte de nossa natureza pecadora herdada de Adão e Eva, prometemos e não cumprimos, e quando cumprimos ainda corremos o risco de acreditarmos que é por nossa própria vontade ou força, “Como sou bom”.
Jesus Cristo pelo contrário promete matar a nossa sede, mas não a sede que nosso corpo tem, mas sim a sede espiritual da palavra de Deus do consolo que encontramos nela, conforme as palavras de Deus no Evangelho de João 7. 37-38: “Naquele dia Jesus se pôs e pé e disse bem alto: Se Alguem tem sede, venha a mim e beba. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Rios de água viva vão jorrar do coração de quem crê em mim” Jesus estava falando a respeito do Espirito Santo, que aqueles que criam nele iriam receber. Essas pessoas não tinham recebido o Espírito porque Jesus ainda não havia voltado para a presença gloriosa de Deus.
Cristo nos promete um auxiliador e nós o recebemos na ascensão (subida) de Cristo aos céus. A água mata a nossa sede física, mas a palavra de Deus unida com o Espírito Santo que habita em nós, matam a nossa sede espiritual, fortalecem a nossa fé e nos mantêm vivos nesse mundo onde só nos oferecem o alimento carnal, deixando de lado a necessidade de alimentar a nossa fé.Onde podemos encontrar o alimento para a nossa fé, e refrescarmos o nosso espírito atribulado devido ao pecado? Palavra e sacramentos (casa de Deus).

Somos Amargos. Isaías 5. 1-7



Comumente tendemos a rejeitar a afirmação “somos miseráveis pecadores”, excluindo os que a usam. O incrível é que a Bíblia a usa e Deus nos mostra que de fato somos naturalmente “miseráveis pecadores”, somos parreiras que só dão uvas azedas. O profeta Isaías mostra isso quando de forma poética descreve a dedicação e o cuidado de Deus com a parreira que ele planta numa encosta de solo fértil, apropriado e de maneira artística. “O meu amigo fez essa plantação num lugar onde a terra era boa. Ele cavou o chão, tirou as pedras e plantou as melhores mudas de uva.”(Isaías 5.1b-2a NTLH)
O desejo de quem planta as parreiras é fazer uma boa colheita, para isso foi o investimento: (Ler Isaías 5.2 NTLH) Todo amor, cuidado e dedicação é para que colher uvas doces, mas qual não é a surpresa?!! “Fiz por ela tudo o que podia; então, por que produziu uvas azedas em vez das uvas doces que eu esperava?” (Isaías 5.4 NTLH) Como as parreiras não produziram as uvas esperadas o viticultor vai destruí-las: (Ler Isaías 5.5-6 NTLH) Este é o destino das parreiras que produziram uvas azedas, “dos miseráveis pecadores’. Mas a pergunta fica no ar... por que somos miseráveis pecadores? “A plantação de uvas do SENHOR Todo-Poderoso, as parreiras de que ele tanto gosta são o povo de Israel e o povo de Judá. Deus esperava que eles obedecessem à sua lei, mas ele os viu cometendo crimes de morte; esperava que fizessem o que é direito, mas só ouviu as suas vítimas gritando por socorro.” (Isaías 5.7 NTLH) Somos miseráveis pecadores por que somos parreiras de uvas azedas, temos nossa natureza pecadora e carecemos da misericórdia de Deus que nos alcança independentemente de qualquer coisa, para nos transformar e fazer com produzamos uvas doces. Deus não desiste de nós nunca. Amém.

Devoção 1 Tessalonicenses 1. 1-10 Igrejas queimadas, fé não!

Igreja Queimada, mas a fé não!
Todos nós conhecemos igrejas ou participamos dos cultos de alguma igreja. A IELB têm uma revista de circulação mensal chamada Mensageiro, que trouxe a seguinte matéria: Igrejas Queimadas na terra da Reforma.
O artigo nos fala sobre a Igreja de Dresden a (igreja de nossa senhora), onde é relatada a beleza da mesma, e a resistência a várias investidas durante a guerra, porém no dia 13 de fevereiro de 1945 durante um bombardeio a cidade, fora totalmente destruída, trazendo abaixo uma estrutura enorme com uma cúpula de 90 metros de altura por 40 de diâmetro.
Mas então nos perguntamos que ligação este acontecimento lá na Alemanha tem a ver com o nosso texto vamos ler os vs. 2-3. Temos palavras importantes no nosso texto, que certamente foram lembradas e ditas pelas pessoas que participavam dos cultos nesta igreja queimada: oração, pedir em favor, lembrar da presença de Deus Pai, esperança em Jesus Cristo.
Viram como esta história tem a ver com as passagens que lemos hoje. Vemos que a certeza da presença de Deus entre o seu povo da o alívio e a ajuda que precisamos para continuar seja em meio a guerra as doenças ou a dor.
O povo poderia ter abandonado, mas não, continuaram a lutar e reergueram novamente a igreja de 1993 á 2005, com ajuda de várias pessoas espalhadas pela Alemanha e pelo mundo. Vemos que não são as pessoas que mantêm a igreja, nem seus antepassados, igualmente não serão os que nos sucederão. Quem manteve, mantém e manterá a igreja é unicamente este que disse: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. Entreguemos nossos caminhos e nossas vidas nas mãos do nosso Criador. Amém.