Igreja Evangélica Luterana do Brasil

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PEL Jesus Salvador de Butiá - RS

quinta-feira, 31 de março de 2016

Culto Campal

Aconteceu no dia 06/03/2016 nosso CULTO CAMPAL, na residência do casal Celio e Dirce Dalke. Foi um momento muito especial, fomos servidos pela palavra e sacramentos alimento para o Espírito e também ao meio dia saboreamos um delicioso almoço com os irmãos na fé e Amigos que nos visitaram. Ficamos muito felizes com a participação, empenho, orações e trabalho de todos que possibilitaram este bonito Culto. Grande abraço. Pr. Giovane

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Sermão 24º Domingo após Pentecostes. (Finados) Texto base: João 5.24-29.

Dia dos vivos! No dia de hoje lembramos os nossos amados que partiram para junto de Deus. Alguns dizem que é o dia dos mortos. Será que podemos concordar com tal afirmação? Se olharmos para as palavras de Jesus em João 11.25: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra viverá”. Em que se fundamenta essa afirmação? Se olharmos veremos que muitas pessoas não aceitam bem a idéia da morte, pois é uma situação trágica, que todos nós seres humanos teremos que enfrentar. A morte temporal não é a destruição total do ser humano, mas a privação da vida física causada pela separação de corpo e alma. “Esta noite pedirão a tua alma” (Lucas 12.20). Cristo morreu ao entregar o seu espírito (Mateus 27.50). “E o pó volta à terra, como era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Eclesiastes 12.7). Com base na Escritura Sagrada vemos que apesar do golpe duro da morte em nossas vidas e na vida dos que amamos, não é o fim, mas, o começo de uma nova vida com o Senhor. Desenvolvimento: No texto de João 5. 24-29, Cristo fala de sua autoridade como Filho de Deus, afirmando que nada que Ele faz o faz por conta própria ou por acaso, mas, com o consenso e o sim de Deus Pai e a companhia do Espírito Santo, notamos aqui que apesar das três pessoas da Trindade serem diferentes elas não agem por conta própria e como querem. Jesus diz no vs. 20 que o Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que está fazendo. E vai mostrar a ele coisas ainda maiores do que essas, e que nós ficaremos admirados. Porque, assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, assim também o Filho dá vida aos que ele quer. Estes versículos demonstram o poder de Cristo, poder que trouxe de volta a vida terrena muitos que cruzaram o caminho do Salvador e creram nele, e trouxe a vida eterna a muitos que permaneceram firmes na fé mesmo diante das provações, tendo que morrer pelo Evangelho. Jesus afirma com toda a autoridade que só Ele tem, que aquele que ouve as palavras dele e crê no Pai que o enviou já têm a vida eterna e não será julgado, mas já passou da morte para a vida. Todos os que creem em Cristo como Salvador e que ainda se encontram neste mundo, já desfrutam de parte da glória eterna, basta olharmos para a palavra e sacramentos, são sinais visíveis do amor de Deus em Cristo que antecipa um pedacinho da alegria que teremos na eternidade, ou seja, já passou da morte para a vida, das trevas do pecado, para a luz que brota de Cristo na vida daqueles que estão nas mãos do Senhor. Lei: Vemos que justamente na hora da morte que muitos lobos em pele de cordeiro se aproveitam de corações feridos e perdidos, várias religiões e seitas pregam a reencarnação (posso voltar para pagar pelos meus erros encarnando em qualquer coisa animal, vegetal, ou humano, até chegar ao aperfeiçoamento total), ainda há aqueles que pregam o purgatório (lugar onde as almas dos que morreram aguardam pelas ações: orações, missas e outras coisas, para que se purifiquem e entrem no céu eis um dos problemas que Lutero relembra nas 95 teses), ambas idéias são ilusão e artimanhas do diabo para desviar os olhos do povo de Cristo. No momento da morte o corpo volta à terra, pó ao pó (Gn 3.19), uma transformação ocorre, a alma não se dissolve e desaparece no ar, e muito menos volta para falar com os que ficaram ou atormentar os deste mundo, Deus não nos criou para isso! Onde estão então as almas? No momento da morte, as almas dos crentes entram na alegria dos céus. Jesus disse ao malfeitor: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). Estevão disse na hora da morte: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (At 7.59). A história do rico e do Lázaro ensina que o ímpio, depois da morte, está em tormento (Lc 16.23) já está julgado. As almas permanecem no céu ou no inferno até o dia do juízo e não saem de lá, até serem reunidas com seus corpos. Vs.25 de João: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vem a hora, e ela já chegou, em que os mortos vão ouvir a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão”. Interessante olharmos este versículo sob dois pontos de vista ligando com a parábola do rico e Lázaro, o rico queria que Lázaro voltasse para converter seus irmãos para que não viessem para o inferno, a hora deles iria chegar mas, se até lá não ouvissem e cressem na Palavra do Senhor, já estariam condenados ao inferno esperando somente o dia do juízo para que todos conhecessem a sentença. Há apenas dois lugares onde os que morreram aguardarão o juízo e em um deles a alma entra: “Entrai pela porta estreita (céu) reservada para aqueles que seguiram ao Senhor em vida, espaçoso é o caminho que conduz para a perdição e muitos seguem por ele (inferno), porque estreita é a porta e apertado o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” Mt 7.13,14. Evangelho: Interessante notarmos que na hora da morte já se dá a sentença eterna: a alma dos que permaneceram firmes no Senhor aguardam na glória do céu (já desfruta em parte da alegria eterna e essa alegria é imensa). Da mesma forma a alma daquele que não seguiu a Deus permanece no inferno com seus tormentos, aguardando a sentença do dia do juízo dada por Cristo tornado público o destino eterno que foi selado com a morte temporal, aí vemos o porque do choro e do ranger de dentes, as almas dos infiéis já sabem com é o inferno e o sofrimento de lá (por isso da tristeza e agonia), logo a alegria dos que andaram nos caminhos do Senhor se dá porque já provaram de como é bom estar na casa do Pai ao lado de Cristo junto com os amados que já partiram. “Não fiquem admirados por causa disso, pois está chegando a hora em que todos os mortos ouvirão a voz do Filho do Homem e sairão das suas sepulturas. Aqueles que fizeram o bem vão ressuscitar e viver, e aqueles que fizeram o mal vão ressuscitar e ser condenados.” Vs.28-29. Estimados irmãos e irmãs hoje no dia de finados, olhamos para o juízo final e afirmamos com toda a certeza que será uma dia de muita alegria, pois, é o grande final deste mundo, e o reencontro com aqueles que amamos e que já desfrutam dos céus só aguardando nossa partida. Nele a sentença pronunciada sobre o crente no dia de sua morte será confirmada publicamente e será estendida ao corpo que, até então, retornou ao pó, de onde veio. Aquele que continua na fé até o fim nada tem a temer para sua alma depois da morte, nem para o corpo e alma no dia do juízo, pois sabemos em quem cremos e para onde vamos. Hoje dia de finados podemos afirmar com toda a certeza que não é um dia dos mortos, mas, daqueles que já vivem na glória com o Pai, pois, o Filho nos garantiu a vida eterna conforme as Palavras de Jesus em Lc 20.38: “Isso mostra que Deus é Deus dos vivos e não dos mortos, pois para ele todos estão vivos.” Permaneçamos nesta certeza, porque em Cristo todos nós viveremos eternamente. Amém.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Décimo primeiro Domingo após Pentecostes – 04/08/2013

Texto-base: Lucas 12. 13-21. Tema: Pouco com Deus é muito. Pastor Giovane Tiedt
Estimados irmãos e irmãs na fé em Cristo Jesus, que Deus Espírito Santo nos ilumine no meditar destas palavras. Então Jesus contou a seguinte parábola: - As terras de um homem rico deram uma grande colheita. Então ele começou a pensar: “Eu não tenho lugar para guardar toda esta colheita. O que é que eu vou fazer? Ah! Já sei! Disse para si mesmo. Vou derrubar os meus depósitos de cereais e construir outros maiores ainda. Neles guardarei todas as minhas colheitas junto com tudo o que tenho. Então direi a mim mesmo: Homem feliz! Você tem tudo de bom que precisa para muitos anos. Agora descanse, coma e beba e alegre-se.” Mas Deus lhe disse: “Seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou?” Jesus concluiu: - Isso é o que acontece com aqueles que juntam riquezas para si mesmos, mas para Deus não são ricos. No texto do Evangelho deste final de semana Jesus nos ensina sobre o uso correto dos bens que Ele mesmo por sua graça nos dá de presente, bens estes que deveriam ser bem utilizados e repartidos com os que não têm, porém sabemos que não é bem assim. Se olharmos para o mundo em que vivemos, o que vemos, os que tem mais repartindo com os que tem menos, a preocupação com o próximo necessitado, o reino de Deus colocado em primeiro lugar? Infelizmente não. O homem que procura Jesus, estava passando por um problema mais comum do que imaginamos “herança” que no dicionário Aurélio se define: Aquilo que se herda, hereditariedade, e aí vem a pergunta: se herdei, significa que não trabalhei para ter aquilo, então o porque de tanta ganância, o porque de tanta briga? Todos os que vão repartir heranças, se sentem injustiçados, afinal direitos são iguais, mas, na maioria das vezes só vejo a injustiça se parece que vou ser prejudicado, logo, se meu irmão sairá perdendo aí finjo que não vejo. Este homem ao procurar Jesus nos demonstra um pensamento bem interessante para a época, os rabinos eram procurados para resolver problemas através da lei quando havia discórdia, mas, Jesus não veio ao mundo resolver problemas financeiros, sendo que Ele dá os bens e os mantêm, porém, o Salvador veio ao mundo para dar um presente muito maior do que qualquer herança, a vida eterna, que não vai se perder como o dinheiro que as traças comem e o ouro que os ladrões roubam. Vemos que Jesus toca no tema da avareza, que pode ser percebida nas atitudes das pessoas que são levadas a desejar cegamente algo, que tem dificuldades de abrir mão das coisas. Este sentimento se mostra no homem que foi procurar Jesus. Quem era mais avarento? O que queria sua parte ou o que não queria dar a parte do outro? Com certeza se ambos não estivessem movidos pela avareza e a insatisfação com a partilha não teriam procurado Jesus. Quantas escolhas erradas se faz atualmente devido ao pecado que habita em nós: troco a palavra e a ceia pelo trabalho, pois, as contas chegam e é preciso dinheiro para pagá-las, trocasse um agradável final de semana junto da esposa e filhos para correr atrás daquela promoção na empresa, quantas trocas fazemos deixando a Palavra a ceia e nossa família de lado por coisas que nunca nos faltariam se confiássemos mais em Deus, e não em nós! O avarento não ajuda as pessoas e não oferta. Nunca tem. Nunca os seus rendimentos são suficientes, mas, se olhar em sua casa e em sua mesa nunca falta nada, come, bebe, se veste, se diverte e quando pode ainda guarda mas não é capaz de doar, de ofertar. Trocamos e temos o direito de escolher o que queremos, mas, quantas pessoas um dia querem voltar atrás e desfazer esses maus negócios mais ai não há mais tempo, não é possível desfazer a escolha. Pensasse às vezes como o rico da parábola ler (Lc 12. 18-19). No texto de Eclesiastes nos é trazida a imagem da vaidade, que se gruda em nós assim como o pecado. Vaidade que nos leva a pensar somente nas coisas daqui, na sabedoria que temos nas coisas que possuímos, no status que carrego, mas, infelizmente coisas que não nos darão a salvação, por mais boas que sejam. No texto de Colossenses o Apóstolo Paulo nos adverte para que deixemos de lado nossa natureza humana que esta morra em nós, e aqui podemos nos lembrar de nosso Batismo no afogar do velho homem todos os dias, uma luta do nosso pecado contra o Espírito que habita em nós. Esta luta não é fácil, somos tentados a todo instante para trocarmos as coisas de Deus pelas coisas que o mundo nos oferece, coisas que o diabo ofereceu a Deus para que o adorasse, coisas que são boas porque são de Deus, mas, se vistas com ganância e poder são armadilhas como a que o diabo ofereceu a Jesus. Olhemos para nossas vidas, apesar de toda a dificuldade que enfrentamos diariamente, alguma coisa nos falta, com o pouco que temos vivemos felizes, de que adianta ter todo o dinheiro do mundo, bens, posses, empregados, se não se é feliz se não se pode deitar e dormir tranquilo assim como o Salmista nos relembra: Deito em paz e logo pego no sono, porque tu ó Senhor está comigo. Logicamente podemos trabalhar e tentar oferecer mais conforto para os que amamos, podemos melhorar nossas ofertas, porque quando mais demonstramos esse amor que Deus nos dá através de nossas ações, ofertas e cuidado com o próximo, mas, será despejado sobre nós. Em Eclesiastes 2. 24, lemos que não há nada melhor do que comer, beber e usufruir o que conseguimos como o nosso trabalho, porque isso tudo vem de Deus. O templo de nossa congregação, o carro que temos nossa casa, nossa saúde e nossa juventude, tudo vai passar, e quando isto passar o que vai restar pra você querido irmão e querida irmã? Tudo isso passa, mas Cristo não, e Ele te espera todos os finais de semana, seu sacrifício na cruz não foi em vão foi por nós, pra que não sofrêssemos eternamente no inferno. Tudo o que temos sem Cristo é pura vaidade e palha seca ao vento. Em Cristo podemos viver uma vida simples e feliz com aquilo que somos e temos, buscando nossos sonhos e os entregando nas mãos do Senhor, que providencia tudo ao seu tempo, pois, oramos seja feita a tua vontade assim na terra como no céu. O tempo da graça é agora, aproveitem e busquem a Cristo enquanto se pode achar, pois, quando chegar o dia o que foi feito está feito, o que escolhemos está escolhido, resta somente à sentença e convite para a glória eterna reservada aqueles que se entregaram ao Senhor, e a condenação aos que viveram apegados à própria capacidade e vontade do velho homem. A salvação não se trata de uma moeda que vamos ganhar quando morrermos, nós já a temos em Cristo que pagou o nosso preço, porém podemos perdê-la sem a palavra e a ceia que nos ajudam a preservar tal tesouro, nem sempre os que são ricos aqui diante dos homens são ricos para Deus, assim como os que aqui são pobres podem ter a maior riqueza reservada nos céus. Sejam agradecidos por tudo aquilo que Cristo tem vos dado, principalmente a Salvação e perdão, que o resto vos será acrescentado segundo a graça e o amor do Pai em Cristo nosso maior presente. Amém.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O que a Palavra provoca em você? Lucas 4. 16-31

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus que Deus Espírito Santo nos ilumine no meditar das suas palavras hoje e sempre. Amém Tanto no texto de Lucas assim como em vários outros das Sagradas Escrituras Jesus toma para si títulos como: “Eu sou a Porta” João 10. 9, “Eu sou a videira verdadeira” João 15. 1, títulos que apontam para o AT que fala do Messias prometido por Deus. Jesus anunciou a si mesmo como o Messias prometido, o Salvador, aquele que o povo esperava a tanto tempo, aquele que mudaria a situação dos filhos de Deus, a nossa situação. Jesus na verdade foi muito ousado, porque Ele estava diante dos religiosos da época e de pessoas que o viram crescer entre o povo, o menino que corria e brincava com os meninos nas ruas, uma pessoa simples e humilde, porém, o povo tinha uma visão errada de Salvador, alguém que deveria colocar medo nas pessoas, ser rico e cheio de poder, Jesus é bem o contrário disso. Este texto nos traz algo que nos chama a atenção: a reação dos que ouviram Jesus. No texto dos Salmos, Davi na primeira parte apresenta a grandeza e glória de Deus: dando testemunho da grandeza da criação: à natureza, e a lei o ensino da vontade de Deus para nós. Davi mostra o Deus que criou tudo e mantêm tudo, Deus que não é aceito e nem crido por muitos hoje, um Deus que não têm poder e não merece confiança, será? Só a prova de estarmos aqui hoje não mostra que Deus está ao nosso lado todos os dias? Na segunda parte do Salmo Davi mostra o efeito da lei do Senhor sobre a vida do ser humano, que guiado e orientado pelo Espirito Santo é tornado sábio e levado a confessar o seu pecado diante do Senhor, e entregar a sua vida em confiança a Ele. Sempre pedindo perdão e livramento, nunca duvidando da ajuda e providência Divina, mas, sempre pedindo ajuda para andar nos caminhos do Senhor. O efeito da palavra no coração do crente sempre deveria ser o de provocar uma mudança e uma reação, uma mudança de vida e uma reação, primeiro de tristeza por ser pecador, que logo depois movido pelo arrependimento deseja ser salvo, e que agora certo do amor do Pai em Cristo se alegra, pois, teve pago não com ouro ou prata, mas, com o santo e precioso sangue de Cristo Jesus no alto da cruz. Falando de reação, na epístola de 1 Coríntios, notamos que quando os dons dados pelo Espírito Santo são mal compreendidos, causam reações de inferioridade e superioridade, ciúmes e desunião tanto fora quanto dentro da igreja. Logo, se os dons são compreendidos como o Senhor deseja, causam união e sintonia e todo o mover deste corpo que somos nós a igreja é perfeito, pois, é fortalecido e mantido pelo cabeça Cristo. Aqui no Evangelho de Lucas, a ação de Jesus aplicando a si mesmo o título de Messias descrito em Isaías, provoca admiração e alegria, mas, logo se transforma em ódio. Quando somos lembrados da nossa pequenez e insignificância diante de Deus a reação as vezes é chocante. Assim ainda é hoje quando a palavra revela nosso pecado e nossa incapacidade longe do cabeça Cristo, nos irritamos e nos distanciamos, até dizemos isso é perseguição, não sou tão errado assim. Podemos até querer mostrar o quão bom somos, como participo e utilizo meus dons na igreja, sempre estou aqui. Estou usando meus dons para o crescimento do Reino de Deus, para buscar os perdidos, auxiliar o Pastor na pregação do Evangelho e na ajuda ao meu próximo? A nossa intenção pode ser boa, mas, nosso motivador pode não ser Cristo. Se reconhecermos e lembramo-nos da nossa confissão de pecados que somos miseráveis pecadores, e que no Credo afirmamos que tudo foi feito e é mantido pelo Pai, vemos através da Palavra de Deus que sozinhos não somos nada, automaticamente nossa reação é de inferioridade e tristeza longe de Deus. Mas esse efeito que a lei causa no crente leva a uma reação muito boa: a reação de dependência e confiança, nos conduzindo ao arrependimento e a busca imediata de Deus que está de braços abertos para nos salvar. A palavra atingiu nossos corações e nos move sempre com humildade diante de Deus reconhecendo que nem todo ouro do mundo e todo o poder sobre a terra substitui o que Cristo fez por nós na cruz. O povo ficou irado por ver que o Salvador que eles esperavam era humilde e veio por todos, não somente pelos ricos e felizes, mas, pelos pobres, tristes e excluídos pela sociedade que certamente pelo peso dos seus pecados não tinham mais esperança de ajuda do mundo. Mas, que esperavam um milagre, e o milagre aconteceu, o menino nasceu numa estrebaria, cresceu, falou do amor do Pai, curou, perdoou e alegrou, e se entregou numa cruz por amor a todos nós perdidos e frágeis para no terceiro dia ressuscitar vencendo a morte e garantindo a vida eterna a todos aqueles que nele crerem, e isto é certamente verdade. Que reação à palavra de hoje causa em você Filho querido e amado pelo Pai e por Cristo Jesus? Arrependa-se dos seus pecados creia em Cristo como teu Salvador e serás salvo. Reconheça que somente Ele pode te ajudar, peça a ajuda dele e confie que Ele assim como fez até hoje continuara fazendo por mim, por você pela igreja e pelo mundo, porque Ele nos ama e garante a vida eterna a todos nós por todo o sempre. Amém. A paz de Deus que excede todo o entendimento guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus. Amém.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Nosso novo Lar em 2013

Eis algumas fotos de nosso Novo Lar em 2013, que Deus nos abençoe nesta nova etapa em nossas vidas......

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A boca fala do que o coração está cheio (Marcos 7. 14-23)

Queridos irmãos e irmãs na fé, quero destacar as palavras de Jesus no versículo 15 do Evangelho de Marcos: “Tudo o que vem de fora e entra numa pessoa não faz com que ela fique impura, mas o que sai de dentro, isto é, do coração da pessoa, é que faz com que ela fique impura”. Vemos que não é de hoje que o ser humano tenta das mais variadas formas manter certo rótulo de “certinho” diante de Deus e do próximo. O texto do Evangelho de domingo passado nos mostra isso. Um exemplo são os rituais religiosos, que eram baseados em simples e frágeis tradições humanas que viam impureza no que rodeava o homem e não nele mesmo. Pensa-se que quanto mais se faz, mais se agrada a Deus ou mais se fica puro diante do Senhor. Um exemplo prático e bíblico disto é o de Jesus lavando os pés de Pedro, que só via superficialmente o que Jesus queria lhe mostrar, chegando a pedir para que Jesus não o fizesse, pois, ele era indigno. Jesus pelo contrário diz por que do lavar, e do servir ao contrário do ser servido, Pedro queria então que Jesus o lavasse inteiro. Só vemos o que está na vista, o que posso ver da lei e do mal considero como o tal e pronto, assim como olho uma piscina e não sei quanto funda ela é e perigosa, então posso imaginá-la rasa. Se não posso ver muito pecado em mim, ou se me considero um cumpridor perfeito da vontade de Deus, então não me vejo pecador e imerecedor da graça divina. Podemos ver que no caso das tradições descritas no evangelho, foram criadas talvez na tentativa de clarear o caminho para a santidade de vida conforme o que a lei ensinava uma santidade que não é possível sem Cristo vivendo em nós. Vemos que fora criada uma espécie de lei sobre como interpretar e seguir a lei, mostrando como os fiéis podiam “cumpri-la”, uma visão muito rasa da lei e do pecado que Deus nos mostra nos mandamentos de forma bem direta e clara. Um exemplo: à tradição de “lavar as mãos” que determinava “quando” e “como” obter a pureza espiritual. Cada passo era detalhado, especificando até a quantidade mínima de água cerimonialmente pura a ser utilizada. Observem o homem determinando meios de barganhar com Deus. Porém, este procedimento não era mandamento divino. Foi uma lei oral que evoluiu da lei escrita (o Antigo Testamento) que exigia que os sacerdotes lavassem suas mãos e pés numa bacia de bronze antes de entrarem na tenda da congregação (Êx 30.19). Estes rituais refletiam a convicção de que a fonte do mal era externa; as impurezas vêm do contato com pessoas, comidas ou coisas impuras. Não é algo pertencente a nossa natureza pecadora. Mas, Jesus define a real fonte do mal: o coração do homem. Jesus insiste em dizer que a fonte da autoridade religiosa é a Palavra de Deus, não a tradição humana. Ele nos exorta a ouvirmos atentamente, pois, estes falsos conceitos ou tradições dos mestres espirituais agitavam a cabeça e o coração do povo, fazendo com que acreditassem que pudessem contribuir com algo para receberem as bênçãos de Deus. Nada diferente dos pregadores de hoje. Atitudes legalistas que vemos em muitas ditas “religiões” do tipo faço isso e recebo aquilo, que enumeram variadas formas de se agradar a Deus e merecer a sua bênção temporal e eterna. Atitudes e tradições que muitas vezes notamos dentro de nossa própria igreja. Infelizmente desta forma podemos notar de onde realmente vem o mal que nos deixa impuros e entristece a Deus e a nossos semelhantes. Tentamos burlar os mandamentos de Deus que apontam para nossa condição de pecadores e dependentes de Cristo, para sermos talvez apenas em nossas consciências cooperadores em nossa salvação e aparentemente santos diante de nossos irmãos na fé. Mesmo que às vezes julgamos, apontamos, e condenamos aqueles que diante de nós não são tão puros. Aqui nós notamos que o mal não é aquilo que achamos que é mau, mas, sim o que Deus acha que mau. Nenhuma obra humana é tão boa e perfeita para merecer o perdão. E aqui vem a pergunta que nos inquieta, onde isso nos deixa? No inferno irmãos e irmãs. Quando caímos da graça, estamos literalmente no inferno. Prova disto temos nas palavras ditas em Romanos 3. 23: “Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus.” Isso traz juízo e condenação sobre nós. Jesus não pode mentir para nenhum de nós e muito menos para o Pai, quando está falando do nosso coração que está cheio de pecado e maldade. A lei as nossas atitudes e o mundo nos mostram isso todos os dias. O problema não está nos outros e sim em mim. Por isso Jesus não mente para nós, aqui Ele diz que Ele como Deus vai ao inferno nos buscar, por amor Ele morreu por nós porque sabe como está nosso coração depois da queda de Adão e Eva corrompido e cheio de maldade. Quando olhamos para o próximo só vemos nele o que pode nos trazer proveito, não amamos de verdade, se amamos nossa esposa esperamos amor e compreensão de volta, não ajudamos nossos irmãos por amor sempre esperamos o dia em que podemos receber o favor de volta, não elogiamos por amor muitas são às vezes do elogio por inveja, sempre temos a visão do próximo como algo que posso tirar proveito. No alto da cruz abandonado por todos inclusive pelo Pai, no Batismo que lava nossos pecados e nos dá nova natureza, na ceia onde fortalecemos nossa fé neste Cristo que nos ama incondicionalmente temos sinais dados por Ele que nos mostram o que Ele fez por cada um de nós. No Batismo morremos para nosso pecado e ressuscitamos com Ele para a nova vida, participamos no seu corpo e sangue da vida gloriosa aqui e agora, temos um gostinho de como será maravilhoso estar com todos os nossos que já foram nesta confiança de que apesar de nosso coração estar cheio de pecado, Cristo ama a cada um de nós e quer nos salvar. Por isso de toda sua vida e obra aqui na terra Ele não fez tudo isso em vão Ele sofreu as dores do inferno em nosso lugar, só é preciso crer e se apegar totalmente nesta certeza, e isso não parte de nós, essa confiança e certeza a fé nos dá, fé que o Espirito Santo nos dá e fortalece através dos meios da graça. Cristo traz o perdão para dentro de nossa realidade seja qual for à situação que estejamos passando, não importa o quanto estou mergulhado em incertezas, dúvidas, medo, sofrimento, Cristo sabe que todas as pessoas são iguais em sua natureza, mas, mesmo assim ele coloca pessoas que aliviam esta angustia que sofremos, coloca uma família que nos ama, apesar dos espinhos que às vezes colocamos diante do caminho deles, tudo isso por amor. Nós vivemos as dores do inferno diariamente, o normal é o sofrimento, o anormal é Deus desviar este sofrimento de nossas vidas, por causa das dores de Cristo somos preservados de irmos mais fundo neste sofrimento e sentirmos plenamente o que é sofrer. Vejam quão grande fica o amor do Pai em Cristo se olharmos para nossa situação por este ângulo, um ângulo que não aceitamos e muito menos queremos ver. Sem Cristo somos totalmente impuros pra Deus, mas, em Cristo meu coração transbordará Cristo, porque não sou eu quem vive ele vive em mim, da mesma forma posso ver Cristo em minha esposa, em meus filhos, nos meus irmãos da fé, só assim posso amar porque ele me torna um ser amável e amante, e mostra minha real situação de pecador miserável, mas, muito amado pelo Pai por causa de Cristo. Apeguemo-nos a este Cristo que habita e vive em nós preenchendo o nosso ser através da Palavra e sacramentos, tornando nosso coração duro em um coração que movido pelo Espírito Santo e pelo amor de Deus Pai, ama verdadeiramente todos os que nos rodeiam. Amém.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Eu sou o Pão da vida Texto: João 6. 51-69

Queridos irmãos e irmãs na fé, diante das Palavras de Jesus podemos comparar nossa realidade religiosa com a realidade encontrada frente aquela multidão e seus discípulos e veremos algo bem familiar. O povo recentemente havia presenciado o milagre da multiplicação dos cinco pães e dois peixinhos feitos por Jesus, algo maravilhoso que saciou a fome de muitas pessoas e mostrou o poder do Mestre Jesus. Porém a multidão continuava a segui-lo em busca de pão e Jesus os estimula a procurarem, a pedirem mais, um exemplo disso é a oração do Pai Nosso, devemos e podemos pedir, pois, Deus Pai nos mostra que de onde vem o pão de cada dia sempre virá muito mais. O povo diante do Salvador não cria nele, lembravam-se de alimentar o corpo, mas não a fé, e isso Jesus ressalta em suas palavras. Jesus até diz que esta comida que sacia a fome física, o Pai do céu providencia todos os dias a seus filhos eles não precisavam preocupar-se. Jesus queria que eles cressem nele, mas, o povo ainda só pensava somente no pão material que eles já tinham, mas, que alimentava somente o corpo. Citam Moisés e o povo no deserto que foram alimentados por causa do amor de Deus a eles. Se olharmos hoje as coisas não mudaram, ligamos a tv e vemos pregadores que abusam dessa fraqueza no povo, e não apontam para o fato de que em Cristo, Deus já nos deu muito mais do que só o pão de cada dia. Vemos que querendo ou não nos apegamos principalmente ao lado material, a comida, emprego, dinheiro, saúde e várias outras coisas. Sendo que Deus nos proporciona tudo isso, todos os dias. Há algo de errado nisso? Certamente não, Deus quer que tenhamos uma vida alegre com toda a sorte de bens matérias que tornam nossa vida mais alegre, que proporcione conforto para nossa família, mas, não são estas coisas que nos levarão para o céu, entretanto elas evidenciam o quanto Deus já nos dá por amor de Cristo. Quando Jesus afirma “Eu sou o pão da vida”, ele relembra a todos nós de seu sacrifício na cruz, onde entregou seu corpo e sangue para que nós tivéssemos vida, vida eterna. Dar a carne dificilmente pode lembrar outra coisa senão morte, que no caso de Cristo, é mais significativa ainda, morte voluntária. Este pão trouxe vida a muitos pecadores inclusive vocês e eu, este pão nos alimenta por meio da fé para a vida eterna. E como vemos no versículo 52, Jesus constata talvez muito entristecido, porque as pessoas tem dificuldade em confiar plenamente no amor de Deus. O povo não entendia bem o que Jesus queria dizer, Jesus estava falando em sentido figurado? Estava falando sério? Mas, o que dizer diante das palavras: Toma e come isto é o meu corpo, que é dado por vós”. Como aceitar tais palavras, este não é o Jesus filho de Maria e José o carpinteiro, como pode ser Deus, como pode dar seu corpo para que comamos e ainda para que tenhamos salvação? Algo diferente do que ouvimos hoje, este Cristo e este Evangelho não parecem loucura? Este beber do seu sangue e comer do seu corpo, diante da lei de Moisés previa uma maldição para tal ato, isto era odioso. Mas, Jesus diz, venham e se fartem na ceia alimentem-se do meu corpo e sangue, matem a fome espiritual de vocês. Através da ceia recebemos e aceitamos por fé o Corpo e Sangue de Cristo verdadeiramente, relembramos assim do sacrifício único que Cristo fez por nós, celebramos a sua morte em nosso favor para perdão dos nossos pecados, resgate da morte e do poder do diabo em todas as vezes que tomamos a ceia com os irmãos da fé. O Filho recebeu sua vida do Pai e agora partilha esta vida com os que nele creem, assim como Ele está unido com o Pai, nós estamos unidos com Ele e com o Pai. Este Pão nos dá a real vida, a vida que teremos pela eternidade, não é como o maná que alimenta somente o corpo, este Pão alimenta a nossa fé. Tudo isso é loucura para os que não creem. Mesmo assim, Deus dá aquilo que promete. Porém, tal foram as palavras dos seus seguidores: como podemos aceitar tal barbaridade? Jesus já sabia do incomodo que causara entre o povo, mas, a palavra precisava ser pregada e Ele o faz sem pestanejar, mesmo sabendo que sua mensagem não agradava a todos. E então vem a pergunta: Vocês querem me abandonar? Estou lhes falando do amor de Deus representado em carne e osso diante de vocês e mesmo assim vocês não creem. Jesus já sabia que em alguns corações seria fechada a porta ao Evangelho, mas, mesmo assim as ovelhas precisavam ser buscadas, era a ordem do Pai. Imaginem, se o povo estava chocado com as palavras de Cristo sobre o Pão da vida que veio do céu se tornando um homem comum imagine se ele subisse aos céus diante deles, podemos aqui até fazer uma ligação com o subir no alto da cruz, o sacrifício que trouxe vida a todos nós. Só é possível aceitar este pão da vida por meio da fé, ninguém pode vir a Cristo em fé se não for tocado pelo Espírito Santo, todos os que forem trazidos pela graça do amor do Pai, não serão rejeitados por Cristo. Alguns abandonaram a Jesus, porque o que eles queriam já o recebiam todos os dias, mas, não enxergavam, e o que Cristo estava oferecendo eles não queriam receber e muito menos crer. Diante de aparente abandono, quantos sobraram? Quantos aceitaram este pão da vida? Os doze talvez alguns mais? Não sabemos ao certo e o texto não diz, mas, mesmo diante do acontecido Jesus ainda pergunta aos seus: Será que vocês também querem ir embora? Pode a primeira vista parecer palavras duras, mas, Jesus queria realmente saber se mesmo diante disto seus discípulos ainda precisavam dele, se ainda queriam ouvir falar da salvação. Pedro não disfarça suas palavras, e responde prontamente: Quem é que vamos seguir? O senhor tem as palavras que dão a vida eterna! E nós cremos e sabemos que o senhor é o Santo que Deus enviou. As palavras de Jesus querida congregação são palavras de vida, Cristo ao dar seu corpo e sangue na cruz nos garante a salvação e a vida eterna, na ceia comemos e bebemos seu verdadeiro corpo e sangue que nos dão vida verdadeira. Reconheçamos este amor demonstrado todos os dias por cada um de nós, Deus nos sustenta plenamente tanto física como espiritualmente, mesmo que possa parecer loucura para o mundo assim Ele nos ama, isso cremos, pregamos e confessamos. Amém.

Ukulele Kalani

Olá pessoal. Neste mês adquiri um novo instrumento um Ukulele da marca Kalani. Um instrumento muito bacana, com som bem específico e qualidade ótima. Já toco algumas músicas e ainda estou aprendendo as notas, pois, são diferentes do violão, dai a particularidade do instrumento. Comprei ele na loja multisom do Shooping novo em Porto Alegre, paguei R$180,00 preço bom para um instrumento com um som tão diferente, mas, valeu a pena. Aí estão as fotos do Ukulele Kalani. Recomendo para quem está iniciando e quer aprender, vale a pena.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Enxertados em Cristo. João 15. 4

Estimados irmãos e irmãs na fé em Cristo Jesus, que Deus Espírito Santo nos ilumine no meditar das suas palavras. Querida Congregação, nosso Salvador no texto deste Domingo nos traz uma imagem muito interessante, a videira e os ramos. Jesus ao utilizar destas figuras, não pretende nos ensinar a cultivar uvas, com esta simples, mais belíssima ilustração vai muito além do que imaginamos. Logo de inicio Ele nos chama a atenção, dizendo: “EU sou a videira” e “vocês são os ramos”. Esta imagem é bem intrigante, somos comparados aos ramos de uma videira e Cristo a videira em si. Jesus apresenta-se como “EU”, é verdade que o nome de Jesus não aparece neste texto, mas nós chegamos a esta conclusão a partir do versículo 13 onde Ele nos fala do Pai, que é o agricultor (quem cuida da vinha). Então podemos concluir que é o próprio Cristo quem está falando. Ainda sobre o “Eu” Jesus complementa dizendo “Eu sou...” Ele é e continuará sendo por toda a Eternidade o nosso Deus, há várias passagens que nos trazem essas palavras “Eu sou” de Jesus, onde cada uma tem um significado único e importante para nós filhos de Deus. (Ex: Eu sou o caminho, a verdade e a vida) A imagem da videira parece ser muito importante para Cristo, Ele quer ser reconhecido como a videira verdadeira, mas, por quê? No AT é demonstrada à importância deste arbusto, que poderia tanto dar frutos doces como amargos, mas, que todos conheciam muito bem. A primeira vinha da Bíblia apareceu logo após o dilúvio. Depois de construir a arca, na qual Noé sobreviveu com mais sete pessoas da sua família, Noé passou a ser agricultor. Segundo a NTLH Noé foi a primeira pessoa que fez uma plantação de uvas (Gn 9.20). Mais tarde, na terra de Israel, como descrito em 1 Reis 4. 25, ter uma parreira de uvas e uma figueira era símbolo de paz e tranquilidade. (Época do Rei Salomão). Nota-se a partir da palavra de Deus, que a videira ganhou importância religiosa no momento em que Israel, o povo de Deus, é apresentado como a vinha que foi trazida do Egito e plantada em Canaã. Deus tinha muitas expectativas em relação a esta vinha, mas, ela produziu uvas azedas. (Sl 80. 8-13). Quando Jesus nos diz que é a videira verdadeira, na verdade nos mostra que é o verdadeiro Israel, mas, Israel não era um povo? Justamente por isso que Ele se deu em sacrifício, sendo luz e salvação para todos os povos do mundo. Somente Ele poderia fazer isso. E a partir deste ponto nós entramos na história, quando Cristo fala dos ramos no plural, inclui o mundo todo: crentes e descrentes, cada ramo é individual e importante, podendo produzir uvas ou não. Um ramo não depende do outro para dar fruto, mas, somente do tronco que lhe trás a seiva (A VIDA). Aqui se destaca a importância que temos diante de Cristo, e o papel que temos ligados à videira verdadeira Jesus Cristo. A videira não depende dos ramos, os ramos não suportam e muito menos sustentam a videira. Jesus nos relembra no vs. 5: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. Somos totalmente dependentes da videira (Cristo), para vivermos e darmos frutos. Aqui a graça de Cristo se faz presente em nossas vidas. Como fazemos parte desta videira e associados desta graça, se devido ao pecado somos uma variedade de uva brava, uva do mato amarga? Pelo amor de Deus Pai, somos enxertados na videira verdadeira ( Ler Rm 11. 22-24) pelo amor de Deus passamos a ser parte do corpo de Cristo e a produzir uvas boas. (Ler Gl 5. 22-25 frutos do Espírito) Jesus nos diz que os ramos desta videira agora são ramos limpos, somos limpos pela palavra. Mas, o estar limpo é uma ação que depende de nós? Logicamente não! Aqui podemos fazer uma ligação com a palavra e o Batismo de todos os crentes, descrito em Efésios 5. 26: “para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra”. O batismo nos limpou, porque é promessa de Deus, a palavra do perdão nos mantem limpos diante do Pai. O Senhor ainda nos lembra de que precisamos permanecer Nele a videira verdadeira, continuarmos unidos com Ele. Conforme o vs. 7: “Se vocês ficarem unidos comigo, e as minhas palavras continuarem em vocês, vocês receberão tudo o que pedirem”. Veja querida congregação, o tronco da videira vem primeiro, somos conectados (enxertados) a Cristo por meio da Palavra e Batismo e nele permanecemos, não é um ato nosso, mas do Pai em Cristo. Se falarmos de videira e ramos, temos que se lembrar de sua limpeza, da poda e do corte, os ramos que não produzem são cortados e levados ao fogo. Desconectados da videira verdadeira Cristo, servem somente para serem queimados. O Fogo aqui nos lembra de juízo, que virá sobre vivos e mortos, sobre galhos ligados a videira verdadeira e galhos mortos e secos. Os galhos secos que não produzem são cortados e queimados, visão sombria, mas real e necessária, para nos lembrar de nossa dependência de Cristo e de seu Amor. Já os ramos que produzem, podem ter um tratamento especial diante dos improdutivos? Não, os ramos produtivos são podados por Deus Pai, para darem mais fruto. Se olharmos para a videira, esta têm seus ramos podados cerca de 5 a 6 cm longe da planta, mas, continua ligada a videira. Justamente aqui querida congregação, que Cristo nos chama a atenção para um ponto importante, a poda nos relembra a cruz de Cristo e a nossa cruz também. Não é porque estamos ligados à videira verdadeira que não iremos sofrer, este é um grande engano, sofremos devido a nossa natureza pecadora, mas, estamos firmados e enxertados no lugar certo, somos nutridos pela seiva contida na palavra e sacramentos, e Deus promete atender as orações de seus filhos e filhas em toda e qualquer situação, conforme a sua vontade, e seu tempo. “Se vocês ficarem unidos comigo, e as minhas palavras continuarem em vocês, vocês receberão tudo o que pedirem. E a natureza gloriosa do meu Pai se revela quando vocês produzem muitos frutos e assim mostram que são meus discípulos”. (Jo 15. 7-8).Em nome de Cristo a videira verdadeira e nosso Salvador. Amém.

Cremos por isso confessamos. 1 Jo 1.3

Estimados irmãos e irmãs na fé em Cristo Jesus, que Deus Espírito Santo nos ilumine no meditar das suas palavras. Querida congregação, a Epístola de hoje de certo modo ainda nos traz o gostinho da Páscoa, onde ouvimos sobre a ressurreição de Jesus Cristo, algo que conforta muito nosso coração e deveria confortar a todo mundo também, porém infelizmente isso não acontece. O apóstolo João, esta visando um problema que rondava a comunidade com a qual ele estava trabalhando, os falsos mestres que sempre rondavam o povo de Deus, iludindo e enganando com a palavra distorcida. Notamos que o interesse de João, não era confundir seus ouvintes e muito menos atacar estes falsos mestres, mas, firmar seus ouvintes em sua fé e vida cristã. João nos fala do Verbo: Cristo, o que era desde o principio. Notamos aqui a importância destas primeiras palavras da Epístola. Vemos de forma sutil o amor de Deus por toda a humanidade, pois, a palavra: “desde o princípio”, desvenda o propósito de Deus que vai de eternidade a eternidade, ou seja abraça a todos os cristãos, de todos os tempos. Deus este que nos garante a vida desde a criação do mundo, o Deus que se tornou homem como nós, para pagar na cruz por nossos pecados. O Deus que se apresentou aos três sentidos que conhecemos tão bem: audição, visão e tato. João e muitos outros servos de Cristo, como também o povo que seguia Jesus puderam ouvir a palavras da boca do próprio Cristo, sua pregação, seu amor e seus conselhos. Viram também Cristo como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que foi tentado, que chorou que teve fome, mas, que também curou a muitos somente com uma palavra. Porém a forma conclusiva da realidade do Cristo ressuscitado foi o apalpar dito por João, o Verbo realmente se fez “carne” e viveu entre os ouvintes a quem João se dirigia e que agora eram confrontados por este amor. Aqui podemos até fazer a ligação com a entrada de Jesus em Jerusalém (visão), a condenação de Cristo o “crucifica-o!” (audição) e a aparição de Jesus a seus seguidores, onde fora dito a Tomé que tocasse os seus ferimentos, para que não fosse mais incrédulo, mais crente! (tato). Este que desde o princípio é Deus, é o mesmo Deus que os apóstolos ouviram, viram e tocaram e ainda é o nosso Deus até hoje. Vemos que a manifestação da vida eterna foi proclamada ontem, hoje e sempre pelo próprio Cristo a cada um de nós, a vida eterna não é restrita a poucos, mas para o mundo todo que crer nesta mensagem. João ainda fala ao povo sobre Testemunho, ele próprio havia testemunhado o Cristo vivo, mas, o que dizer dos que não presenciaram estes fatos? Como poderão testemunhar com autoridade se não viram? Testemunhamos através do Espírito Santo que passou a fazer habitação em nós no dia de nosso batismo, temos nossa identidade cristã, somos propriedade de Deus Pai e amados por Ele, isso que nos confere autoridade para testemunhar, não algo inventado por homens, mas, que vem diretamente de Deus aos seus filhos. João também nos fala de comunhão, mas, que comunhão? Comunhão é a participação comum na graça de Deus. Temos comunhão somente em Cristo, Ele que torna possível esta comunhão, pois, veio como verdadeiro homem e verdadeiro Deus nos salvar, e ainda hoje vem através da palavra, ceia e batismo. Cristo nos coloca diretamente em comunhão, com os irmãos que já estão nos céus, quando tomamos a ceia estamos ceiando com todos os crentes que já estão na eternidade, antecipando a grande ceia nos céus. Com esta noticia nós ouvimos e anunciamos que nosso Deus é luz, luz que mantem nossos caminhos iluminados para a vida eterna, luz que ainda luta contra as trevas do pecado, do diabo de nossa natureza humana e do mundo. Luz que garante comunhão com o Pai e aponta para a vida eterna, luz que afirma a comunhão que temos no corpo e sangue de Cristo, dado na cruz em nosso favor, luz que revela a ressurreição do Filho de Deus após o 3º dia pelo poder do Pai. Se estivermos em comunhão com Cristo e com o Pai, seremos tentados a andar nas trevas e acreditar que somos perfeitos, talvez porque tomamos a ceia, participamos dos cultos, ofertamos. Cuidado querida congregação, podemos mentir e enganar a nós mesmos e ao próximo, mas, a Deus não podemos enganar, e o que está em jogo é nosso bem mais precioso, a vida eterna. As trevas diariamente estarão a nossa volta: a tristeza, a dor, a indiferença, a mentira, o abandono e a morte. Todas fazem parte de nossa realidade de pecado, mas, a própria palavra nos mostra a luz para este problema, O Salmo 32.5: “Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não te ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.” Lembremos que sempre que pecamos temos o perdão se houver arrependimento verdadeiro, Cristo na cruz nos garantiu o perdão total de nossa divida, e nos garantiu a vida eterna em comunhão com o Pai com sua ressurreição que garante nossa ressurreição também. Parte desta verdadeira alegria descrita por João, experimentamos aqui em comunhão com os irmãos e através dos sacramentos onde Cristo vem até nós por puro amor, e a completa alegria se dará nos céus no dia em que Cristo vier, onde ressuscitarão todas as suas criaturas e serão julgar vivos e mortos para a glória de seu nome. Amém.

Nascemos de novo. João 3. 1-17.

Jesus continua sua caminhada aqui na terra, e no Evangelho deste Domingo, nos é relatado que nosso Senhor recebe uma visita que nos chama muito a atenção, Nicodemos, um homem muito importante entre os fariseus. Nicodemos conhecia Jesus e tudo o que fizera. Queria conversar com este que se denomina o Filho de Deus, mas, o procura de uma forma diferente da habitual que as pessoas usavam ao ir a Jesus. Nicodemos vai visitar Jesus à noite, mas, por quê? Talvez por causa do medo de ser repreendido por seus irmãos de fé? Talvez por medo do povo e do governo, podemos até fazer uma ligação da noite com a escuridão em que vivam os fariseus devido a não crerem em Jesus como Salvador. Porém, Nicodemos buscava algo. Ele queria uma explicação para suas dúvidas. Não sabemos ao certo do porque este fariseu foi até Jesus à noite, mas, notamos que Jesus já tinha oposição da maioria dos fariseus, e Nicodemos sabia bem o que era ir contra a lei e os costumes. Nicodemos saúda Jesus com o título Rabi, um sinal de respeito e que valia muito nesta época, tinha muito mais peso dito por um fariseu do que por qualquer discípulo de Jesus. Jesus era considerado como Mestre, mas, diante de Nicodemos isso era mais complexo ainda. Um Mestre que não passou pelas escolas dos rabinos, um Mestre que a princípio não teve instrução, mas, que sentava com os Rabinos nos templos e os ensinava, como pode ser isso? Um Mestre que veio de Nazaré, uma cidadezinha sem importância. Jesus era aclamado de Mestre pelo povo simples, os pobres, prostitutas, leprosos e excluídos. Como pode um Mestre que vem da parte de Deus agir desta forma. Nicodemos tinha aprendido que os pobres, prostitutas, leprosos e excluídos estavam nesta condição devido ao seu pecado, era um castigo que mereciam e por isso não podiam receber qualquer forma de compaixão. E esse Mestre Jesus vai até estes pecadores, tocando-os, curando-os, perdoando e ainda os amando, isso não é possível diante de tudo que um verdadeiro Mestre aprende na escola farisaica. Nicodemos age dentro da lei, procura não errar nunca, pune o pecador com o castigo, e Jesus age contrário, e ainda diz que vem da parte de Deus, fazendo milagres em nome deste Deus. Nicodemos aprendeu sobre um Deus que pune o pecador severamente, um Deus que não deixa passar sequer um pecado, e Jesus mostra um Deus amoroso que ama o pecador, um Deus que se apresenta agora diante dele em Cristo, Nicodemos fica mais atordoado diante de tais fatos. Este fariseu podia ter uma compreensão errada dos sinais e milagres feitos por Jesus, mas, reconhecia que estes milagres só poderiam ser feitos por alguém que estava acompanhado de Deus em todos os momentos. Jesus é direto em suas palavras. Diz ao fariseu que este precisa nascer de novo, para ver o reino de Deus. Analisemos algumas palavras de Jesus: nascer de novo: Jesus aqui já nos dá uma dica deste nascimento, e no que diz respeito ao ato de nascer, somos totalmente passivos, quando chega a hora simplesmente viemos ao mundo e vemos a luz pela primeira vez. É interessante este nascer de novo, se lembrarmos da escuridão dita no inicio do Evangelho, aqui Jesus começa com a instrução Nicodemos, assim como quando uma criança vem ao mundo se inicia uma nova vida, este nascer de novo (do alto) inicia uma nova vida a partir da família cristã, que faz com que este novo ser veja e faça parte do reino de Deus, já aqui e agora, isso é graça de Deus. Jesus nos mostra que o receber este reino não é nada fácil, implica em deixar uma vida regrada por um aparente cumprimento da lei que não salva, mas condena, e começar do zero (Nicodemos suas obras e seus costumes). É deixar para trás todo aquele apego a costumes e leis, é tirar totalmente nossa participação na salvação, e viver uma vida guiada pelo amor de Deus por todos os pecadores. Confiar na salvação que Cristo conquista por todos os pecadores que não merecem este amor. É aceitar um salvador que morre na cruz humildemente, pagando por nós totalmente, e isso é difícil para Nicodemos e para muitas pessoas hoje ainda. Nós simplesmente somos passivos em nosso novo nascimento, não cooperamos em nada, Deus vem até nós por amor assim como nós somos, fracos, falhos e muitas vezes incrédulos. Nicodemos se assusta com as palavras de Jesus, nada de anormal diante das palavras fortes. Como pode isso? Um velho nascer de novo, é impossível falando da visão humana. Jesus vendo que a mensagem não foi compreendida, muda à maneira de se fazer entender por amor a aquele fariseu que queria ouvir o mestre. Jesus trata agora do que Nicodemos conhecia muito bem: a Escritura. Quando Jesus diz a Nicodemos que ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito, pois quem nasce de pais humanos é um ser de natureza humana; e quem nasce do Espírito é um ser de natureza espiritual. Jesus queria fazer Nicodemos se lembrar do AT, para que ele recordasse que Deus havia prometido fazer exatamente isso ao povo de Israel: “Borrifarei água limpa sobre vocês e os purificarei de todos os seus ídolos e de todas as coisas nojentas que vocês têm feito. Eu lhes darei um coração novo e porei em vocês um espírito novo. Tirarei de vocês o coração de pedra, desobediente e lhes darei um coração bondoso, obediente. Porei o meu Espírito dentro de vocês. (Ezequiel 36. 25-27 NTLH). Este Espírito é o Espírito do próprio Deus, que agora estava sendo apresentado novamente a Nicodemos em carne e osso, fazendo com que Nicodemos tivesse uma mudança de pensamento e visse Deus por meio de Cristo. Jesus insistia que houvesse esse nascer de novo, pois, somente assim pela união de fé com Cristo, participa da sua morte e sepultamento, e ressuscita com Ele para uma nova vida. Conforme as palavras de Jesus: nós nascemos de pais humanos e temos cidadania terrena, mas, que agora é preciso nascer de novo (do alto) mudar de pensamento deixar de lado nossa capacidade ou sabedoria, se apegar a Deus e a seu amor em Cristo, e não a obras e a lei que condena a todos nós. Só é possível crer neste nascer de novo, e se apegar ao amor de Deus por meio do Espírito Santo, que nos torna cidadãos celestes, fazendo parte da família da fé, nos tornando propriedade do Pai e amados novamente por Ele. Quando Jesus fala a Nicodemos sobre o vento que sopra onde quer, Ele nos mostra que o Espírito Santo não é guiado por homens e muito menos por seus interesses, logo a atuação do Espírito no coração humano não pode ser vista, mas, seus efeitos são bem evidentes, a prova era a vida que os fariseus levavam, algo que não era condizente com o novo nascimento, que enxerga um Deus amoroso, que perdoa sempre, e a todos! Nicodemos fica mais atordoado com estas palavras. Jesus até o repreende: O senhor é professor do povo de Israel e não entende isso? Talvez era de se esperar que Nicodemos pelo seu conhecimento entendesse tais palavras, mas, não aconteceu isso. Infelizmente Nicodemos não enxergava que ao Jesus ir de encontro aos excluídos, mostrava sua missão aqui na terra, de amar e salvar a todos. Enfatizando principalmente para os fariseus, que para terem a participação no reino de Deus e a vida no mundo vindouro só podiam obtê-las passando pelo novo nascimento. Assim como os pecadores por causa dos seus pecados estavam sob o juízo e condenação de Deus, assim também Nicodemos e seus colegas estavam sob o mesmo juízo de Deus. Porque todos são igualmente pecadores. A religião de Nicodemos não queria reconhecer que é Deus que nos protege do pecado e de pecar. Portanto todos estão mortos indistintamente, todos precisam nascer de novo conforme as palavras do próprio Cristo. E o que dá a vida é o toque de Jesus a palavra e perdão. Portanto cabe aos que não pecam acolher os pecadores em gratidão a Deus, pela justiça e dignidade que Ele concede. Todas as vezes que viemos ao culto morremos quando confessamos nossos pecados, e nascemos de novo quando ganhamos o perdão de todos os nossos pecados. Jesus pregava tudo isso assim como seus seguidores, e muitos não criam nestas palavras principalmente os fariseus, Jesus é a palavra viva, mas, nem vendo criam Nele, “Se não creem em coisas terrenas, imaginem em coisas celestiais!”. Jesus quando fala de coisas terrenas Ele se refere ao Batismo, onde temos o meio visível à água e a palavra que contém o Espírito, ou ainda a ceia onde temos o pão e o vinho elementos visíveis, que consagrados são corpo e sangue que juntamente com a palavra, fortalecem a fé e perdoam pecados. Já as coisas celestes, faladas pelo Senhor não encontramos aqui, Jesus precisou vir até nós e se tornam um de nós, e revelá-las na sua morte e ressurreição, somos dependentes desta revelação. A graça vem do alto a cada ceia, a cada batismo e a cada culto onde Deus perdoa nossos pecados. É a junção do terreno com o celeste para servir a nós pecadores, e nos mostrar como agir aqui e agora diante de nosso próximo. Nicodemos agora é confrontado com algo que ele conhece, a passagem dos israelitas no deserto que foram atacados por “serpentes abrasadoras” onde muitos que foram picados morreram. (Nm 21.8) Moisés ao colocar a serpente na haste, nos traz a memória à figura de Cristo que foi levantado na cruz, que era tanto visão de espanto (visão do mundo e dos fariseus, por exemplo) como de glória e salvação (nos que creem no perdão e salvação dados ali). A serpente em si não curava e nem dava vida, mas, sim o olhar que se apega em fé a graça de Deus. Vemos claramente aqui a presença de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espirito Santo em todo esse processo do nascer de novo. Temos o fechamento do Evangelho e a explanação de Jesus a Nicodemos no vs. 17: “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas, tenha a vida eterna.” Vejam que o melhor que Deus tinha para dar Ele nos deu. Ele não mostrou somente Cristo para nós, e disse (olhem para Ele na cruz) creiam nele como salvador e vocês serão salvos, Ele foi mandado ao mundo como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, para morrer e sofrer em nosso lugar, para que morrêssemos com Ele e nascêssemos de novo para a vida eterna. Alegrem-se irmãos e irmãs, pois, podemos ver esse Deus amoroso como muitas pessoas não o podem ver, conhecemos a transformação que o batismo causou em nossas vidas, vemos e vivemos em parte o reino de Deus aqui e agora, pois, o Espírito de Deus habita em nós, ceamos com os irmãos da fé que também vivem em novidade de vida, fortalecendo nossa fé e recebendo o perdão de nossos pecados a cada final de semana. Vivam plenamente essa nova vida que Deus lhes deu, em amor a todos que os rodeiam, pois, ela se completará quando estivermos face a face com nosso Senhor e Salvador no reino celeste. Assim cremos, pregamos e vivemos até a segunda vinda de Cristo. Amém.

Motivados pelo amor a semear. Marcos 4. 26-34.

Jesus continua ensinando o povo e seus discípulos sobre o Reino de Deus e seus mistérios, que são revelados no próprio Cristo que esta diante deles, se mostrando através de sua vida, ensino e obra redentora.Jesus mais uma vez se utiliza da imagem da semente e da agricultura, justamente para encorajar aqueles que o seguiam, a continuar semeando a palavra libertadora, lembrando que nem sempre o resultado do nosso semear é visível. O evangelho inicia falando do semeador: “Jesus disse: — O Reino de Deus é como um homem que joga a semente na terra”. Não temos a continuação do Evangelho nos explicando a analise do solo, mas, sim no que acontece quando o semeador está de folga. Depois de semear, o homem dorme e não se preocupa com a semente plantada. Ele sabe que a terra produz o grão “por si mesma”. Exemplificando, ele deixa isso para Deus, que opera por meios desconhecidos pelo semeador. O semeador sabe que a colheita demorará, mas, com certeza virá. Podemos perceber que nessa parábola nos é trazida a realidade do dia derradeiro, quando Cristo voltará para a colheita. O reino está presente tanto na semente quanto na colheita. Agora é um embrião (ele está presente na pessoa de Cristo e seu ministério), depois será a espiga cheia; é oculto agora, mas será plenamente manifestado para que todos os olhos o vejam, no dia do juízo final onde haverá a grande colheita de bons e maus. Parece que Jesus quer encorajar tanto os que o rodeavam como a nós hoje também. Infelizmente às vezes desanimamos diante de tantos problemas e não temos a “paciência do agricultor” dita por Cristo. Jesus deseja que continuemos semeando sua palavra, orando pelos que amamos e confiantes que a colheita virá. Pois, o próprio Cristo nos garante que faremos parte dos colhidos aos céus. Olhando agora para a segunda parábola, temos que ter em mente primeiro o contexto em que estas duas parábolas foram contadas, o povo de Deus estava sob o domínio do império romano, e aguardavam ansiosamente que se cumprissem as profecias e que o salvador os libertasse do cativeiro romano. Só que esperavam um salvador um pouco diferente de Cristo, alguém que tomasse mão de armas e trouxesse um Reino de poder e fartura, diferente da vida sofrida que os filhos de Deus levavam. Eis que o Salvador vem, como que uma semente de mostarda pequena e quase invisível nascendo humildemente em uma estrebaria em meio a animais, filho de um carpinteiro e de uma moça simples, mas que mostrava seu poder falando com autoridade aos rabinos nos templos. Este mesmo salvador começa a buscar discípulos, chama pescadores que não tinham uma fama muito boa, publicanos cobradores de impostos, pessoas que não eram bem vistas pelo povo, esse Jesus os queria como semeadores do Reino. Eles o seguem, sem saber bem ao certo o que seria este pescar homens que o Senhor fala e iniciam seu discipulado junto de Cristo, semeando a palavra a todos os que os rodeavam. Se olharmos para como o povo vivia, era de se esperar que eles quisessem que os romanos fossem vencidos por um grande rei e salvador, mas, que age contrário à lógica humana, na humildade que Jesus mostrava quem Ele era realmente. Difícil acreditar que um salvador que queria servir, ao contrário de ser servido pudesse libertar o povo, afinal que tipo de Rei é este? Jesus está nos lembrando a não nos deixarmos levar pelas aparências, Deus age na contramão da lógica humana, morte trás vida, os servos serão servidos, os que choram sorrirão nos céus. O reino dos homens é cheio de pompa e luxo, de força e poder, o reino de Deus de amor e respeito ao próximo, do servir sempre e não o ser servido. Fazer parte deste Reino é agir diferente do mundo, pois, como cantamos no hino do hinário luterano: “Estamos no mundo, mas, dele não somos, aqui nós vivemos distantes do lar. A nossa morada de paz se reveste, a pátria celeste é o nosso lugar...”. Este reino continua sendo insignificante diante de alguns, que ridicularizam e zombam dos cristãos e de Jesus Cristo, mas, temos que continuar firmes a semear, pois, onde a palavra é lançada o Espirito Santo a faz germinar nos corações, assim como o sol e a chuva fazem a semente apodrecer, e romper a casca e o solo que a envolve trazendo vida a uma nova planta. Assim a palavra de Cristo mostra que a visão total do Reino de Deus se aproxima, e atinge novos corações a cada novo dia onde sua palavra é pregada e os sacramentos administrados entre os crentes. O grão de mostarda nos relembra, que o Reino de Deus não pode ser medido ou pesado por nossas medidas, e muito menos afirmado e controlado por nós seres humanos falhos. Os cristianismo é objeto constante de estudo, pesquisas tentam desacreditar a bíblia e a vida e obra de Cristo pela humanidade, sem dizer da criação do mundo e tantas outras barbaridades que vão contra as sagradas escrituras, distorcendo o que nos é mostrado por Deus na sua palavra. Mas o reino está ai firme, nos mantemos na fé, única e exclusivamente pela graça divina, e muitos ainda são acrescentados à família cristã, trazidos pelo Espírito Santo a confiar no Deus que confiamos. Posso estar falando agora a um irmão ou irmã, que enfrenta uma dificuldade que parece impossível de ser vencida, um problema que parece estar fora até da solução Divina. Mas, assim como Cristo suportou tudo em nosso lugar, foi crucificado, morreu, mas ressuscitou no terceiro dia, mostrando a todo o mundo que Ele é o Filho de Deus, e que veio para dar sentido completo a esse Reino. Você não está sozinho na sua luta, podemos estar à sombra da cruz sim, devido ao nosso pecado e com nossos problemas e dificuldades, mas Cristo está junto de nós nos conduzindo com sua mão amorosa, a cada tombo que levamos nos levantando. Cristo veio para nos mostrar que assim como a semente de mostarda insignificante, pequenina, cresce e se torna a maior das hortaliças, chegando a ceder seus galhos como sombra e abrigo para todos os pássaros e animais. Deus Pai em Cristo e em seu sacrifício em nosso lugar nos ampara sobre seus braços, não nos deixando perecer sozinhos em nossas aflições e pecados. Se você se acha insignificante e esquecido por todos ou as pessoas o fazem pensar assim, lembre-se que Cristo mesmo sendo humilde e morrendo na cruz para servir a um mundo que não merecia, nos mostrou que esse amor é endereçado a todos nós pecadores, que fazemos parte deste reino aqui e na eternidade. Todos estamos debaixo desta frondosa árvore que é Deus Pai, sendo confortados, protegidos, curados e amados, aguardando a consumação da colheita que se aproxima, para vivermos em plena alegria com nossos amados que já partiram, todos fazemos parte deste reino, quem nos garante é o próprio Senhor. Amém.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Do uso das duas espécies no Sacramento XXII CA



Na ceia do Senhor dão-se aos leigos as duas espécies do sacramento, porque este uso tem mandamento do Senhor. Mt 26: “Bebei dele todos”. Aqui, Cristo, manifestamente, preceituou, a respeito do cálice, que todos bebam.
E, para evitar que alguém pudesse questionar e distorcer essas palavras, dizendo que isso se refere somente aos sacerdotes. Paulo, em Coríntios, cita um exemplo do qual se torna evidente que a igreja toda fez uso de ambas as espécies.
E, por longo tempo, continuou esse uso na igreja, não se sabendo, quando ou por quem foi aprovado. Os próprios bispos da Igreja Católica afirmavam que se dava as duas espécies na ceia, Cipriano e são Jerônimo.
O próprio Papa Gelásio ordena que não se divida o sacramento. O que nos dizem as palavras do próprio Cristo sobre a Ceia?
Mateus 26. 26-28
O que dizer então sobre a retenção de uma das espécies da santa ceia?
1 Coríntios 11. 24-28.
Primeiro se diz quanto ao corpo: “Fazei isto”.
Depois se repete as mesmas palavras com respeito ao cálice.
Vs. 28: use-as juntamente. Arrogância humana e distorção da palavra de Deus: 1 Samuel 2. 30-36.
Distorção da palavra por parte dos homens, para dizer que se deve dar somente uma espécie. Afirmam que os leigos devem se contentar com uma parte ou espécie da santa ceia. Distorcem a passagem de 1 Samuel (castigo aos filhos de Eli), como se por castigo os leigos não pudessem receber ambas espécies da ceia do Senhor.
Por acaso a ceia não foi instituída para consolar e erguer os corações aterrorizados, quando crêem que a carne juntamente com o sangue de Cristo, Dada para a vida do mundo é alimento, quando crêem que eles, unidos a Cristo, são tornados vivos novamente.
A igreja detentora da lei perseguia violentamente os que fossem contrários a uma espécie somente aos leigos. Porém, se esquece da lei divina, Ezequiel 7. 26-27.
O homem não tem poder contra a vontade de Deus.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Artigo XXI Do culto aos santos (Confissões)

Do culto aos santos ensinam que se pode lembrar a memória dos santos a fim de lhes imitarmos a fé e as boas obras de acordo com a vocação, Assim como o Imperador pode imitar o exemplo de Davi em fazer guerra, para impedir que os turcos invadam a pátria. Pois um e outro são reis.
A Escritura, porém, não ensina que invoquemos os santos ou peçamos auxílio deles, porque nos propõe um só, Cristo, como mediador, propiciador, sumo sacerdote e intercessor. É a Ele que se deve invocar, e Ele prometeu que haveria de ouvir nossas preces. E esse culto, aprova-se muitíssimo, a saber, que seja invocado em todas as

aflições. Em 1 João 2. 1-2 diz o seguinte: “Porém, se alguém pecar, temos Jesus Cristo, que faz o que é correto; ele nos defende diante do Pai. É por meio do próprio Jesus Cristo que os nossos pecados são perdoados...”
Nossa Confissão aprova Honras para os santos.
Ação de Graças: exemplos de misericórdia, cada um com seu dom serve a Deus em favor dos homens.
Confirmação de nossa fé: perdão concedido a Pedro por negar a Cristo (Rm 5. 20) graça cobre todo e qualquer pecado.
Imitar na fé e nas virtudes, cada um com sua vocação. Não estamos transferindo a honra de Cristo aos santos! Só os temos como exemplos de fé e virtudes. Não são “mediadores de redenção”
Como deve ser o propiciador de nossos pecados?
Deus ouve os que invocam por meio desse propiciador?
João 16.23 (Cristo) Não há promessa semelhante aos santos.
Há mandamento para invocar os santos? Mateus 11. 28
Há esperança da vida eterna nos santos? 2 Tessalonicenses 2.16-17.
Os méritos dos santos pagam por nossos pecados? Romanos 9. 33. Livro de Concórdia pg 247.
Nossa confiança e certeza da salvação devem ser postas unicamente em Cristo, porque Deus Pai nos prometeu um intercessor que iria pagar por nossos pecados, e que nos torna justos diante de Deus Pai.
João 14:6 Jesus respondeu: —Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O amor é o mais importante.




Evangelho de Mateus 22. 34-46
Jesus continua sua caminhada e sua obra aqui na terra, e o descontentamento ainda aflora entre os que não conseguiam entender e aceitar a sua mensagem.
Após várias investidas dos acusadores de Jesus, novamente os fariseus voltam a experimentar a teologia de Jesus e sua paciência, enviam um conhecedor da lei que logo lança sua pergunta: “Mestre, qual é o mais importante de todos os mandamentos da Lei? A dúvida que estava entre os fariseus era em qual dos 613 mandamentos propostos pelos “rabinos” era o maior?
Jesus responde: “Ouve Israel! O maior mandamento da Lei é o que vem em primeiro lugar na Lei, e se acha em Deuteronômio 6. 5 (Vamos ler, está na pg. 125).
Vamos analisar algumas palavras deste importante versículo: coração: representa as nossas afeições e afetos mais íntimos lá que habita a nossa fé, Alma: é o princípio vital, a sede e fonte da personalidade e da vontade de Deus em nossas vidas. Mente (conhecimento): razão, intelecto, podemos compreender ou explicar tudo o que vêm e que é de Deus? Não! Mas o espírito Santo através da fé nos faz aceitar o amor de Deus dado a nós diariamente.
O que vemos com tudo isso? Este mandamento estabelece que Deus deve ser amado sem reservas e com toda as forças que temos: coração, alma e entendimento. É possível amar a Deus assim? Pela nossa capacidade humana não, mas, aqui mais uma vez a graça de Deus entra em cena o que confessamos no terceiro artigo do Credo Apostólico?
Creio que por minha própria razão ou força não posso crer em Jesus Cristo, meu Senhor, nem vir a Ele. Mas o Espírito Santo me chamou pelo evangelho, iluminou com seus dons, santificou e conservou na verdadeira fé...
Esta capacidade de amar a Deus com todo o nosso ser, não parte de nós, é dom, presente dado por Deus no dia do nosso batismo, onde o Espírito Santo de Deus é implantado em nós, nos tornando de criaturas afastadas de Deus, a seus filhos amados e perdoados por Deus através de Cristo na cruz.
Cristo continua a nos falar do amor verdadeiro, a primeira parte do Evangelho que fala dos mandamentos ou a 1ª tábua dos deveres trata do nosso amor a Deus, a segunda parte do Evangelho ou a 2ª tábua trata do nosso amor ao próximo, temos que ter em mente que as duas são ligadas fazem parte de toda a lei de Deus dada a Moisés descrito em Dt 6.
Quando uma pessoa está unida em amor a Deus, este amor vencerá e enfrentará sem medo todos os obstáculos e irá de encontro as necessidades e anseios do próximo, assim a vontade de Deus será feita em nossas vidas.
Jesus vendo a oportunidade que tinha diante de si de tocar com o Evangelho em corações endurecidos pela falsa sensação de serem cumpridores de lei e costumes humanos pergunta aos fariseus: “O que vocês pensam sobre o Messias? De quem ele é descendente? Jesus sabia qual seria a resposta dos fariseus, pois, da resposta a esta pergunta, depende a capacidade de responder corretamente a todas as outras questões que dizem respeito a salvação.
Jesus aqui dá a oportunidade aos seus perseguidores para que mudassem a sua atitude de rejeição para outra de fé na salvação que seria conquistada para eles também.
Qual o lema da nossa igreja?
 A igreja comunica a vida, vida para os fariseus também.
 Acolhendo e integrando, Jesus acolhe e integra os fariseus apesar de toda a maldade que existia em seus corações, O Messias queria integrar essas ovelhas desgarradas ao rebanho celestial.
 O Bom Pastor dá a vida pelas ovelhas, o que Jesus fez no alto da cruz, por acaso não foi pelos fariseus também?
Os fariseus tinham um conceito errado sobre o Messias, imaginavam que o Salvador seria um guerreiro que lançaria mão de espada e armas de guerra, que teria um infinito exercito poderoso e que entraria em Jerusalém montado em um cavalo branco com sua armadura resplandecente.
E aqui Jesus os faz pensar quando cita o Salmo 110.1: que se o próprio Davi, num inspirado pronunciamento fala do Messias como Senhor, então o Messias tem de ser mais que descendente físico de Davi.
Em outras palavras, Jesus tem descendência humana, mas primeiramente Divina, pois, o Filho de Davi é o Filho de Deus. Imaginem a expressão nos rostos dos fariseus diante destas palavras, experimentaram o sentimento maravilhoso e incomodo de quem escuta a voz de Deus e, por um momento perceberam o próprio rosto de Deus neste homem que é seu Filho querido.
Por isso, se calaram e as tentativas para pegá-lo em alguma blasfêmia são deixadas de lado, entretanto, o silêncio da descrença não significa aceitação, mas, o Espírito Santo certamente começava a germinar naqueles corações duros pela lei e pela falta da graça e do amor de Cristo.
Amém.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Convite Irrecusável! Mateus 11. 28-29



Vocês gostam de ser convidados? De serem lembrados, de fazerem parte da história de alguém? Certamente todos nós gostamos de sermos convidados, isso nos faz sentir bem, e não há pecado nenhum nisso. Mas que tipo de convites recebemos diariamente? Para irmos a festas e nos divertirmos, ou convites para irmos a festas e fazer o que bem entendemos com nosso corpo e com o corpo do próximo (a). O mundo tenta os filhos (as) de Deus diariamente, fazendo “convites” que a primeira vista parecem inocentes e cheios de bondade, mas são lobos em pele de cordeiro, nos desviam do caminho do Senhor e nos fazem cair em tentação e pecar.
Convite irrecusável!
Cristo nos convida conforme as palavras do Evangelista Mateus: Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque eu sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve. (Mateus 11. 28-29 NTLH).
O que dizer deste convite? O que nós podemos dizer de um convite feito pelo próprio Cristo? Aceito, recuso? De que descanso Cristo fala? Do descanso do corpo? Da correria do dia a dia, acredito que não. E o que dizer sobre os deveres que Deus exige de nós, que deveres são esses? Eles são fáceis, e a carga que Deus coloca sobre nós quanto pesa.
Com toda certeza esse é um dos melhores convites que apareceram em toda a nossa vida aqui na terra. Cristo chama a cada um de nós pelo nome, quando vem até nós através da palavra e da santa ceia, há melhor convite que esse.
Todos os nossos pecados pagos na cruz, todo o peso que cairia sobre nossos ombros, e aqueles pregos que eram para ser nossos cravados em Cristo, Ele nos livrou da condenação eterna e pagou com seu sangue. Cristo pagou por nós na cruz e nos convida para que nos apropriemos dessa benção em todas as oportunidades que temos como hoje de ouvir a sua palavra e alimentarmos a nossa fé. Aceitemos esse convite, pois ele é único e intransferível e não tem data de validade, e garante a vida eterna.

Promessa é divida. João 7. 37-39



Quem de nós nunca prometeu algo, para nossos filhos, esposa, marido, patrão ou para os irmãos da igreja e não pode cumprir? Certamente todos nós já desapontamos pessoas por não cumprirmos com o prometido. Prometemos aos nossos filhos aquele brinquedo que ele tanto quer, e não damos por falta de dinheiro ou por esquecimento, prometemos para nossa esposa ser mais atenciosos com as roupas pelo chão e com as coisas fora do lugar, e falhamos.
Isso faz parte de nossa natureza pecadora herdada de Adão e Eva, prometemos e não cumprimos, e quando cumprimos ainda corremos o risco de acreditarmos que é por nossa própria vontade ou força, “Como sou bom”.
Jesus Cristo pelo contrário promete matar a nossa sede, mas não a sede que nosso corpo tem, mas sim a sede espiritual da palavra de Deus do consolo que encontramos nela, conforme as palavras de Deus no Evangelho de João 7. 37-38: “Naquele dia Jesus se pôs e pé e disse bem alto: Se Alguem tem sede, venha a mim e beba. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Rios de água viva vão jorrar do coração de quem crê em mim” Jesus estava falando a respeito do Espirito Santo, que aqueles que criam nele iriam receber. Essas pessoas não tinham recebido o Espírito porque Jesus ainda não havia voltado para a presença gloriosa de Deus.
Cristo nos promete um auxiliador e nós o recebemos na ascensão (subida) de Cristo aos céus. A água mata a nossa sede física, mas a palavra de Deus unida com o Espírito Santo que habita em nós, matam a nossa sede espiritual, fortalecem a nossa fé e nos mantêm vivos nesse mundo onde só nos oferecem o alimento carnal, deixando de lado a necessidade de alimentar a nossa fé.Onde podemos encontrar o alimento para a nossa fé, e refrescarmos o nosso espírito atribulado devido ao pecado? Palavra e sacramentos (casa de Deus).

Somos Amargos. Isaías 5. 1-7



Comumente tendemos a rejeitar a afirmação “somos miseráveis pecadores”, excluindo os que a usam. O incrível é que a Bíblia a usa e Deus nos mostra que de fato somos naturalmente “miseráveis pecadores”, somos parreiras que só dão uvas azedas. O profeta Isaías mostra isso quando de forma poética descreve a dedicação e o cuidado de Deus com a parreira que ele planta numa encosta de solo fértil, apropriado e de maneira artística. “O meu amigo fez essa plantação num lugar onde a terra era boa. Ele cavou o chão, tirou as pedras e plantou as melhores mudas de uva.”(Isaías 5.1b-2a NTLH)
O desejo de quem planta as parreiras é fazer uma boa colheita, para isso foi o investimento: (Ler Isaías 5.2 NTLH) Todo amor, cuidado e dedicação é para que colher uvas doces, mas qual não é a surpresa?!! “Fiz por ela tudo o que podia; então, por que produziu uvas azedas em vez das uvas doces que eu esperava?” (Isaías 5.4 NTLH) Como as parreiras não produziram as uvas esperadas o viticultor vai destruí-las: (Ler Isaías 5.5-6 NTLH) Este é o destino das parreiras que produziram uvas azedas, “dos miseráveis pecadores’. Mas a pergunta fica no ar... por que somos miseráveis pecadores? “A plantação de uvas do SENHOR Todo-Poderoso, as parreiras de que ele tanto gosta são o povo de Israel e o povo de Judá. Deus esperava que eles obedecessem à sua lei, mas ele os viu cometendo crimes de morte; esperava que fizessem o que é direito, mas só ouviu as suas vítimas gritando por socorro.” (Isaías 5.7 NTLH) Somos miseráveis pecadores por que somos parreiras de uvas azedas, temos nossa natureza pecadora e carecemos da misericórdia de Deus que nos alcança independentemente de qualquer coisa, para nos transformar e fazer com produzamos uvas doces. Deus não desiste de nós nunca. Amém.

Devoção 1 Tessalonicenses 1. 1-10 Igrejas queimadas, fé não!

Igreja Queimada, mas a fé não!
Todos nós conhecemos igrejas ou participamos dos cultos de alguma igreja. A IELB têm uma revista de circulação mensal chamada Mensageiro, que trouxe a seguinte matéria: Igrejas Queimadas na terra da Reforma.
O artigo nos fala sobre a Igreja de Dresden a (igreja de nossa senhora), onde é relatada a beleza da mesma, e a resistência a várias investidas durante a guerra, porém no dia 13 de fevereiro de 1945 durante um bombardeio a cidade, fora totalmente destruída, trazendo abaixo uma estrutura enorme com uma cúpula de 90 metros de altura por 40 de diâmetro.
Mas então nos perguntamos que ligação este acontecimento lá na Alemanha tem a ver com o nosso texto vamos ler os vs. 2-3. Temos palavras importantes no nosso texto, que certamente foram lembradas e ditas pelas pessoas que participavam dos cultos nesta igreja queimada: oração, pedir em favor, lembrar da presença de Deus Pai, esperança em Jesus Cristo.
Viram como esta história tem a ver com as passagens que lemos hoje. Vemos que a certeza da presença de Deus entre o seu povo da o alívio e a ajuda que precisamos para continuar seja em meio a guerra as doenças ou a dor.
O povo poderia ter abandonado, mas não, continuaram a lutar e reergueram novamente a igreja de 1993 á 2005, com ajuda de várias pessoas espalhadas pela Alemanha e pelo mundo. Vemos que não são as pessoas que mantêm a igreja, nem seus antepassados, igualmente não serão os que nos sucederão. Quem manteve, mantém e manterá a igreja é unicamente este que disse: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. Entreguemos nossos caminhos e nossas vidas nas mãos do nosso Criador. Amém.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Estudo sobre o Salmo 146. 3-4

Em que confiar?
Quem de nós nunca se decepcionou com algo? Com uma promessa não cumprida, com um “não” quando mais precisávamos. Todos nós já passamos por isso, ou vamos passar. A palavra de Deus nos diz exatamente isso, em quem devemos confiar e o que esperar das pessoas, no Salmo 146. 3-4 diz o seguinte: “Não ponham a sua confiança em pessoas importantes, nem confiem em seres humanos, pois eles são mortais e não podem ajudar ninguém. Quando eles morrem, voltam para o pó da terra, e naquele dia todos os seus planos se acabam.”
O que dizer diante dessa afirmação da palavra de Deus?
Não podemos mais confiar em ninguém? Tudo está perdido? Não, Deus está nos mostrando como nós somos seres humanos falhos e imperfeitos, e totalmente dependentes da sua bondade e misericórdia. Deus nos mostra através do salmista, como nossa vida aqui na terra é breve e passageira. Se as pessoas nos decepcionam, não devemos odiá-las e virar-lhes as costas, devemos perdoá-las, pois, elas estão fazendo o que é de sua natureza, e nós certamente as vezes fazemos o mesmo. Porém mesmo assim Deus nos salvou por amor.
Conta-se uma história Um mestre oriental que viu que o escorpião estava se afogando decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse: "Desculpa-me, mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?"O mestre respondeu: "A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha que é ajudar”. Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.
Nós somos como o escorpião, nossa natureza nos leva a pecar, e magoar os que nos rodeam, mas, Cristo nos mostra que ainda estamos neste mundo, e Ele quer que amemos o nosso proximo, como Ele nos ama, incondicionalmente, sem rotular, julgar, e pesar quantas faltas que nosso proximo faz. Amemos e confiemos assim como Deus nos Ama e confia nossas vidas em Cristo. Amém.